segunda-feira, agosto 14, 2006
colocaram ar condicionado.
Trocaram todos os computadores por maravilhas tecnológicas absurdas.
E pensava no caso que ocorreu durante a pseudo-greve, com o roubo dos computadores. Além de considerar a falta de verba da ECA para determinadas coisas, citando pesquisas e iniciações científicas.
Bleh. É tudo confuso. De onde veio o dinheiro, eu pergunto.
Reclamam da pequena parte do investimento público estadual para a esduação que vem pra USP. Começando a considerar certas parceirias da ECA com alguma instituição particular que não consegui identificar ainda. Era aquele caso da Globo e da Abril? Mas cadê as coisas que a planilha mostrava para esse semestre?
Bah, eu não entendo nada do que acontece na USP. Nem o porquê de aquele prédio ter dois andares e nenhuma escada.
E, o que mais?
Eu acabo doente e chata. Com aquela rouquidão irritante e com uma noite de sono picado.
Fui representante da maior infantilidade e sonhei com isso. Haviam dois moços com o nome de Rafael. Só que um deles tinha algo mais que um simples ph. E eu dei algum chilique e chutei uma parede.
Acordei com dores estranhas no pé, na garganta e no peito.
Era a tristeza?
sábado, agosto 12, 2006
Profecia (ou Testamento Da Ira)
Salve o povo Xucuru
Na cumeeira da serra Ororubá o velho profeta já dizia
Uma nova era se abre com duas vibras trançadas
Seca e sangue
Seca e sangue
Herdeiros do novo milênio
Ninguém tem mais dúvidas
O sertão vai virar mar
Eo mar sim
Depois de encharcar as mais estreitas veredas
Vivarará sertão
Antôe tinha razão rebanho da fé
A terra é de todos a terra é de ninguém
Pisarão na terra dele todos os seus
E os documentos dos homens incrédulos
Não resistirão a Sua ira
Filhos do caldeirão
Herdeiros do fim do mundo
Queimai vossa história tão mal contada
Ah! Joana Imaginária
Permita que o Conselheiro
Encoste sua cabeleira
No teu colo de oratórios
Tua saia de rosários
Teu beijo de cera quente
E assim na derradeira lua branca
Quando todos os rios virarem leite
E as barrancas cuscuz de milho
E as estrelas tocadeiras de viola
Caírem uma por uma
Os soldados do rei D. Sebastião
Mostrarão o caminho
sexta-feira, agosto 11, 2006
Eu achei uma versão de 'Are you lonesome tonight' com o Elvis rindo incontrolavelmente no meio da música. Achei que eles estava sob o efeito de algo, or something.
Hoje eu tive vontades. Vontades que eu soube controlar depois de sentar-me e repensar um bocado de coisas. Digo repensar, sobre saber ser mais racional. Não funcionou, as usual. E fiquei feliz que não tenha funcionado. Senti-me bem ao pensar nas consequências de ligar pra ele de novo e sorrir ao ouvir o modo como ele pronuncia o 'érre'.
Pra quê todo esse ânimo, Gabriela?
E eu volto e penso na minha mãe.
Eu quero ser como ela? Tá. Certos aspectos.
Há tanto além.
Há tanto o que amar.
Há tanto o que planejar pra um futuro não distante.
Should I come back again?
Tell me dear, are you lonesome, tonight?
sexta-feira, agosto 04, 2006
Mick Jagger
Era algo como instintos, inteligência, mono e poligamia? Ou sobre aquela teoria exposta por um rapaz, comentando que a família era o maior confronto de instintos, era o ciúme versus a poligamia humana? Não conseguiria expôr como fiz ontem em algum e-mail perdido pra sabe-se-lá-quem. Era engraçado e foi uma aula fantástica.
Queria contar pra alguém sobre ela, mas foram comentários perdidos no ar, nas palavras erradas, confusas.
É, é o que o Jagger acha. Acabaria o encanto e o homem deixaria o instindo poligâmico aflorar enlouquecidamente? Discretamente, I suppose. Bah, será que todos os casamentos são assim? Eu escrevi sobre isso em algum lugar, acho. Não, tá no meu Machado.
Desenvolvamos a ideia. Os seres humanos são todos complicados. Ou seria apenas eu?
É preciso menos realidade, menos certeza. O medo deveria ser bom, explorado?
domingo, julho 30, 2006
Nah, depois do post da tpm, quem quer que seja que leia isso, vai apontar e gritar 'é culpa dela! é culpa dela' [duas vezes pra criar um cenário dramático].
O que escrever sobre angústia? Ah, angústia guardada por três dias? Não creio que conseguirei [felicidade]. Achando que era para ter escrito sobre isso antes. Há folhas e folhas vazias, jogadas no vácuo, e aquela velha sensação de amargo na língua.
Passei duas semanas repletas de encantamentos e risadinhas. Companhias divertidas.
Dou-me um mês. Um mês da mais completa 'solidão'. E torno-me novamente quem eu fui.
Se gosto? Nada me dá mais prazer.
A julgar pela ironia dos fatos.
sábado, julho 29, 2006
quarta-feira, julho 26, 2006
Frase célebre, dita a cada três dias pelo meu pai desde que entrei na faculdade.
Coloca numa plaquinha, vá.
É, é isso mesmo. A Gábe tá velha.
[Ah, vão pára com esse charminho imbecil? Tá com 18 anos só. Não pode fazer muita coisa ainda, vive do dinheiro dos pais, é uma das pessoas mais mimadas da face da terra.]
Mas tô sim, tá?
Na verdade, acho que estou perdendo a noção do tempo. Eu vejo isso pelos meus irmãos e o quanto eles cresceram. O Guto? Nossa. O Higue? Mon dieu. Vai tudo dando medo.
Como eu disse, eu sou uma vagabunda em potencial. Eu durmo, eu morro na internet, eu tenho preguiça de pensar em certas ocasiões.
Ah yah.
Õnibus pra São Paulo às 5:45 da manhã. Isso é normal? Não, é lindo.
'Te amo, São Paulo', como dizia o Tom.
Mas acho que tudo isso vai piorar quando minha carta de motorista chegar. Ou quando eu receber meu primeiro salário.
Pelos poderes.
segunda-feira, julho 24, 2006
Ah, saudade.
Ainda há algo de muito bom em achar músicas do Borghettinho espalhadas pela internet.
São os clássicos, como naquele dia em que eu achei um cedê do Simon & Garfunkel perdido em velhos documentos.
Fui a um show dele, da última vez que estive em Canela. Foi bem perto do natal e ele usava bombachas e uma camisa meio aberta branca. Ventava muito e o chapéu dele voou longe, acho que para alguém da platéia. Foi uma apresentação em frente à capela de pedra da cidade. Várias pessoas choravam ao meu lado, principalmente no momento em que ele tocou 'Felicidade' e todos os gaúchos do mundo cantaram.
Eu ficava pensando em como o Rio Grande do Sul é protecionista. Talvez no bom sentido, pelo tanto que há de cultura e valorização dela por lá. Na minha última viagem pelo interior, de carro e até São Borja - bem na divisa com a Argentina -, eu presenciei muito do que é o Sul de verdade. Haviam churrascos e rodas de chimarrão, pessoas dançando o pézinho. Os cavaleiros de bombacha mesmo, e chicote, e botas de cano alto, e chapéu. Daqueles que falam com um sotaque fantástico e cospem no chão. Mulheres com saias longas e donas-de-casa-de-fazenda. Dos tocadores de gaita, do vanerão.
O que foi aquilo para os cinco primeiros anos da minha infância? Não faço idéia.
O que é aquilo pra mim, hoje? Meta, depois de Minas. E infelicidade, pelo estado de São Paulo.

Parque Farroupilha - 1998
sábado, julho 22, 2006
When we wanna sing, we sing.
Acho que ela enfiou o dedo em qualquer parte de um livro cujo título era alguma-coisa-and-taboos. 'Rá, death'. Olhei bem pra ela e para o meu colega de classe. 'Carol, you know that Daniel will discuss something only for the pleasure to disagree with me, don't you?'. Ela respondeu que sim, e que era mais divertido.
Não sei por quê cargas d'água, o assunto desviou para religião e para o meu ceticismo. Tá, sei o por quê de ter desviado para religião, mas eu fui o alvo de questionamentos. E, para falar, o Daniel se deliciava com cada respostinha metidinha de menininha rebelde que sou. A Carol ria, e dizia que era porque ele não podia discutir algo tão profundo quanto morte com a namorada dele. Hum, e ele nem ficou bravo.
Acho que eles ficaram tristes pela minha auto criação religiosa, ou não. Contava que, quando minha avó morreu, eu lia Saramago. Foi meu ápice de fase de questionamentos. Desacreditei de qualquer coisa e iniciei-me em wiccanismos e práticas estranhas. Isso com 12, 13 anos. Devo ter me interessado pela Wicca até uns 16 anos, quando parei de conversar com a Thatinha. Era, o que dizíamos, uma apóia a outra. Talvez tenha começado a odiar os go-betweens: religião. Foi por que, mesmo? Quando comecei a ler algum artigo científico? Quando comecei a querer provas?
O ceticismo tomou conta, comigo julgando levar uma vida racional. Rendo-me a emoções facilmente. Claro, acreditando na capacidade cerebral humana sem enfiar forças maiores no meio.
Daí, meu avô paterno morreu. Hum, foi um quase-cair-de-mundo, ano passado.
Odiei tudo, por um mês ou mais. Sentia raiva. Mas não era de qualquer so called deus. Era dos homens. E da falta de atenção. E das estradas. E dos caminhões. E dos acostamentos. E das agências funerárias. E dos cemitérios. E daterra. E da cama, e, e...
É tudo justo, claro. O ser humano morre. Mas minha avó Maria e meu avô Antenor? Justo os imortais?
quinta-feira, julho 20, 2006
'São só paredes.'
Contada a historinha, já é explícito que ela não fica por aqui sem 'ter o que fazer'. Claro que há a fazenda. 'Vou alugar esse negócio e morar na fazenda. Daí, o Higue estuda no Objetivo lá de Brodósqui'. Mas hoje, eis que um impávido senhor ultrapassa as barreiras representadas pelo portãozinho da varanda de entrada e diz: 'Quero comprar sua casa'. [cena de menininhas gritando 'ooooooooh', com feições que mostram espanto]. A Senhora Dadá aqui ficou toda animadinha. 'Não aguento mais esse trambolho, esse tamanho de casa com duas pessoas mais um cachorro que parece um rato de tão pequeno. Se ele pagar isso que ele propõe, eu compro tantos apartamentos em Ribeirão Preto, o seu em São Paulo e moro por lá contigo. Além de alugar aqueles de Ribeirão.' E dá-lhe ligações para todas as cidades do mundo em busca de papai. 'Luis, eu vou vender a casa.'
Quando digo que seria injusto com a minha já falecida, porém, constantemente citada e idolatrada, avó Maria [digníssima projetista da minha casa], minha mãe alega que 'são só paredes'. Bom, não passei toda a minha infância aqui, anyway. Mas, são grandes passos. Ainda é chocante receber notícias assim. Claro que não há marquinhas de crescimento na parede, não há vidros quebrados [exceto um dos que existem na porta de entrada, marca de uma chuva torrencial que o quebrou e fez com que usássemos um pedaço de papelão por uma semana no lugar do vidro. ele ainda é diferente dos outros dois.], não há buracos no chão. Mas sim, tem história. Eu sei que são só paredes, mas foram as que abrigaram tudo o que aconteceu conosco enquanto moramos em Batatais. Elas dão a impressão de lugar secreto que guarda tudo o que você precisa para algum renascimento de memórias esquecidas.
E eu ainda não consigo evitar uma frase quando chego em Batatais, a cada vinda de São Paulo: Ai ai, casa.
quarta-feira, julho 19, 2006
A woman's rage
Tendo me rendido à certas outras coisas, criei milhões de cartas começadas e frases soltas. E isso não me apetece.
Dormir tarde assim quando há a iminência do exame prático de direção? Entupir-me com litros e litro de café [começando a achar que acabarei com a água do mundo de tanto fazer café] não é bom. E sabem o que é pior? Leitura lenta.
~ he was always there to help her. and then, he knocked at her door.
A minha sorte é que eu tenho conseguido conversar um bocado. Ahn, vale dizer se for comigo mesma? Se ressucitei diários?
Ri bastante da minha situação de inapta, mentalmente falando, e saí pra andar com a Bud.
Desejei meus domingos solitários em São Paulo. Ou os que havia uma ligação às três da tarde dando início a algo que só terminava na segunda-feira de manhã.
Consigo ficar tão feliz assim por uns tempos?
Acho que aprendi a conviver com a solidão um tanto bem. Claro, desfalecia enquanto ele ficava por lá, e queria sempre a presença dele [situação que se repetiria se eu alcançasse a distância].
E antes? Ficava sozinha. Morria de tédio e claustrofobia em momentos que julgava estranhamente bons.
Podia chorar sem dar satisfações a ninguém a não ser eu mesma. Elaborava histórias e teorias.
Da próxima vez, atormentarei vizinhos com outro som durante a madrugada, o som da máquina de escrever.
terça-feira, julho 18, 2006
Negligência

'Gábe, faz mal tomar tanto café assim.'
'Mãe, fase super feminina, deixa eu ter pelo menos uns momentozinhos de negligência, deixa?
'Ah, larga de ser boba'.
É assim, né?
'Rááá, eu sou uma adolescente [?] incompreendiiida!'
O Matheus comentou hoje que aprendeu a não classificar crimes. Que no Direito, isso não existe. Acho que ele está apaixonado pelo curso. Disse-me que tenho acesso a qualquer processo aberto. Resolverei quando passarei a frequentar a biblioteca do Fórum.
Acho que isso acontecerá quando eu bater meu recorde de um litro de café durante o dia.
Alguém me grita insandecidamente.
Oh yeah.
segunda-feira, julho 17, 2006
Sabe o post de antes?
Então, é só fuçar em uma música e começar a chorar, além de achar isso a coisa mais saudável do mundo.
Por que eu tenho me mantido tão ocupada e cansada?
'mulherzinhá! mulherzinhá!'.
Feminilidade em altíssimos níveis. Ain't that amazing?
A segunda tornou-se o domingo? Por onde as mulheres sentem inveja dos homens por eles terem o futebol e não terem vontade de se suicidar ao final da tarde?
Gostando mesmo desses meus momentos.
Há tanta separação de sexos que ah, eu chego a achar que é tudo mentira.
domingo, julho 16, 2006
uma semana, só?
Mulheres, hunf.
Sofremos mesmo todas as mazelas do mundo, não é possível.
Alguma coisa deve ter sido feita, gosh, há muito conspirando contra essa parte da humanidade.
Dizendo, no meu caso?
São duas longuíssimas semanas da mais profunda TPM. Tudo dói, o corpo todo, com raras exceções. O cabelo fica horrível. Fico pseudo-três-quilos-mais-gorda, inxada. E há aquele monte de espinhas que vão me seguir até os gloriosos 26 anos. E eu choro, choro muito. Choro por bichinhos mal-tratados, choro por crianças abandonadas, choro quando alguém fala meu nome inteiro ['Por que você tá me tratando assim? Mas eu não fiz nada!']. Grito com meio mundo por qualquer coisinha. Todas as pessoas do universo me odeiam e nada dá certo na minha vida. Torno-me o bípede mais estúpido já nascido e odeio quando concordam comigo nesse ponto. Torno-me paradoxal e birrenta.
Depois? Sangro. Uma semana de dores intensas, violentas, incessantes. Uma semana de nunca-mais-quero-levantar-dessa-cama-quentinha. Nos primeiros dois dias? Qualquer movimento brusco parece fazer o útero desmanchar.
E tudo isso pra quê? Para uma semana bem, com o cabelo bonito, a pele certinha e a sensação de ser a mulher mais linda ever. Qual é? Vale? 3/4 do mês vivendo como uma bomba-relógio prestes a explodir?
Quando eu for deus, eu vou tratar de mudar isso.
E eu ainda adoro ser mulher.
quinta-feira, julho 13, 2006
Todo o calor tirou sua roupa. O cabelo colava-se à nuca. Os segundos eram horas, as horas dias e os dias anos.
Um piscar de olhos e uma inspiração duravam eras naquele dia, naquele octavo día.
Durante oito dias, o mundo derretia e ela ficava trancada na cama.
Tirar cada peça por dia. Tirar cada fragmento junto.
Teve tempo para pensar, enquanto o calor tornava a vida lenta. Depois do que aconteceu, pensar era a melhor atividade.
Olhou para as unhas vermelhas dos pés. Molhava os cabelos com a água da garrafa ao lado da sua cama de quando em quando.
Molhava o rosto em outros artifícios.
O que sentia? O que queria, misturando lençóis, suor e pele?
Chorava. Sentia calor. Parava e inspirava profundamente.'
Eu quero me esconder debaixo dessa tua saia, pra fugir do mundo.
Pretendo também me embrenhar no emaranhado desses teus cabelos
E vem logo, vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia.
quarta-feira, julho 12, 2006
Ataques, de novo? Recusinhas, de novo? Transferência de líderes e prisões mal calculadas, de novo?
Erros grotescos.
Eu sonhei com você, não tive tempo de contar.
Era 1920 e alguma coisa. Tinha a tal da recém descoberta Madeleine e eu usava um vestido branco comprido e com uma fenda na perna direita e algum xale com pêlos. Você usava um terno preto com uma gravata vermelha, um chapéu à década e uma bengala mais bonita inútil para sua idade.
Andávamos por um bar e você sentou em uma mesa num canto escuro para fumar.
'Dança pra mim?'
'Danço.'
Você ficava impassível e mexia as sobrancelhas. Havia muita fumaça e aquele jazz.
De repente, tiros. Você participava e ria.
Tirou o paletó e havia suspensórios [nunca saberei escrever essa palavra] e uma arma.
Em erro e você me acertou.
Tentei sair, engatinhando e você puxou meus pés.
'Fica debaixo da mesa senão é pior.'
Eu olhava inconformada.
Hum, e depois, eu morri, acordando.
Iei. ^^
You might be spoilin' me too much, love.
Yer gonna make me lonesome when you go.