segunda-feira, outubro 02, 2006
Quando você realmente parar pra pensar o que é fazer parte de um relacionamento, vai se lembrar de mim. Talvez sinta falta e imagine como seria ter-me sempre por perto. Ou, vá considerar que não teria funcionado, que eu não servia. Talvez até mesmo perceba que eu morri mais de amores do que você. Mas, acima de tudo, vai perceber que poderia ter valido a pena manter-me ali, como algo reservado pra um momento propício.
Mas, a bem da verdade, isso tudo passará pela sua cabeça durante dez míseros segundos. Alguém te puxará pelo braço e se mostrará a você como a pessoa mais fantástica que jamais caminhou por entre os mortais."
De quem é isso? Era da Lygia?
domingo, outubro 01, 2006
Talvez por acabar de acordar e não querer, ainda, subir aquela rua enorme pra chegar à escola onde eu voto.
Ou porque eu ainda fico esperando e esperando.
Bullshit.
Ontem foi o Bruno, o merecedor de abraços.
Naquele bar esquisito das máquinas de pinball e de todas as apostas de cerveja e coisinhas para se beber em um gole só.
E todas as risadas e tal. E eu descubro como sou boa com aquelas máquinas.
Por sentarmo-nos em um canto escuro e conversarmos. Ele me entregou algo que dá em quatorze cartas escritas lá de Minas, com aquela escrita gostosa de ler que ele tem. E o doce [tá. gorda], e as fotografias, e aquela pulseira que ele aprendeu a fazer. Por ele me passar uma sensação de importância fantástica, ou me fazer parar de pensar um pouco, dormi bem. Foi uma espécie de necessidade que ambos criamos em uma distante sétima série?
Houve, ainda, a compra [não caro, não caro, não caro] daquele outro dvd do Led, completando com o 'The song remains the same'. Agora? Madrugadas não-solitárias com direito à Plant.
Chega.
sexta-feira, setembro 29, 2006
when I grow up, I'll work with advertising.
Tá. Tem um video com um monde de pirralho falando frases divertidas sobre publicitários.
Daí, na verdade, em Batatais e doente.
Eu só queria..
Nada. Deixa pra lá.
Minha mãe tem dito coisas. E eu fiquei triste com isso.
Mas não.
Só ter força. Dos dois lados.
terça-feira, setembro 26, 2006
E guarda rancores e amargo na língua.
E guarda rancores e amargo na língua.
Daí, minha mãe disse que era impossível que eu ficasse todos os dias da minha vida querendo o que me desse prazer e a mais ninguém. Ela dificultou um pedido e eu aceitei, sem argumentar. Não sinto mais vontade. Só deixo passar pra um dia poder voltar e fazer com que vire pó, de novo. Daí, sigo fria e sem emoções. É o velho esquema calculista que tem aparecido com uma freqüência inimaginável.
Na verdade, foi tudo culpa de uma percepção. Outra verdade? A atenção não era minha. Era de outras. Oras, Gabriela, você sabe e tem toda a certeza, não? Pois claro, talvez seja um dos motivos por eu estar me escondendo e deixando a língua amargar. Por achar que nada me merece.
Daí, abro o conhaque e esquento. E divirto-me lembrando a noite de ontem. E claro, teve a parte de ficar duas horas e mais deitada na cama com as pernas na parede, com a companhia da Lu. De ver o quão inteligente ela é, e toda interessada. Ela deve ter me deixado falar demais, o que nunca é bom, inclusive pedindo uma lista de filmes que eu ache que ela deva assistir. Mas eu gosto de contatos aos poucos com determinadas pessoas da minha sala de Publicidade. E ela é toda neutra em qualquer situação política, e consegue sê-lo com argumentos diferentes dos que eu já ouvi. E tem o detalhe de ela se interessar pelo assunto, yet.
Senti raiva. Senti vontade de jogar o computador pela janela do apartamento. O dia todo e todo o dia. Sem paciência mais pra trabalho do Gino e pra Lula. Sem mais ânimo pra nadar em uma piscina moderadamente aquecida em uma tarde de 17º.
Um telefonema que considero ter demorado um tempo considerável, apesar de a obtenção do número ter me parecido estranha. Consequência? De novo, 'crise' de elevada auto-estima.
sábado, setembro 23, 2006
Sua foda.
Ontem resolvemos um happy hour de manhã ainda, quando estava todo mundo na frente da ECA [é, o todo mundo somos eu, Mari, Lih, Té, Mar, Mupy e alguns transeuntes alegando atraso].
'Ah que lindo, vamos nos encontrar no Center 3 e tal. Seis horas, blá blá blá.' Fora todos os tipos de comentários inteligentes sobre como alianças dão medo, ou não.
Aula, seminário sobre marketing pessoal analisando Xuxa, dia todo tentando ler alguma coisa do Kotler, mas havia a tal preguiça que tanto me tem dominado.
Quinze pras seis, sai de casa.
Center 3, Mari e Lih, com direito a pessoas ricas e a gargalhadas enquanto o babaca das Casas Bahia passava com a namorada [é, no estilo, 'corre atrás dele e pede pra ele falar "quer pagar quanto?"']. Resto de meninas e Marcello.
Caminhadinhas pela Paulista lá pelas sete e o tal barzinho-perto-da-Cásper. Olhares sedutores para o metri falso para conquista de mesas duplas. [homens faceis. ¬¬]. E senta, e chopp, e ri, e chora. E mulheres são tão interessantes, ainda que pobre dos dois únicos homens, depois aliados ao Marquinhos-finalmente-conhecido da Jé.
Isso tudo não vem tanto ao caso.
Vem o momento em que eu senti algo escorregando das minhas pernas e nem me toquei. Só quando acordei já, hoje, dia 23. 'Cara, cadê minha carteira?'. Aham. Perdi. E, burra, com TUDO dentro.
7:00 da manhã. liga desesperada achando que minha mãe vai poder fazer algo.
7:30, corre pro bar. Nada, um bando de negligentes.
8:30, come alguma coisa.
9:00, liga pra cancelar os cartões.
9:30, tentivas de fazer B.O. pela internet.
10:30, corre pra delegacia da Deputado Lacerda Franco.
11:30, almoça chateada.
12:30, liga pra Poupatempo e afins. Anota todos os documentos necessários para futuras segundas vias.
14:00, caminha caminha caminha. Blusa do Rapha. Tampa de mamãe.
16:00, SCRAP NO ORKUT DE ALGUÉM QUE ESTÁ COM A MINHA CARTEIRA.
16:10, pulos pulos 'cara que sou a maior sortuda do universo!'
16:30, pega carteira e leva bronca do rapaz. =P
17:00, 'cara, eu so jedi.'
Porra. Coméquepode?
E ainda, absurdos por mim.
Por medos, por ele não achar mais que vai ser pra sempre.
E por ser isso o que me fazia sorrir pra sempre.
O banho faz-me pensar.
Como eu posso sempre estragar tudo?
sexta-feira, setembro 22, 2006
Poderia odiar a toda a negligência do mundo, mesmo quando eu tenho desejos de sê-lo mais do que qualquer outra coisa.
Talvez a Tha tenha razão. Mas quando duas datas se confundem, era aquilo de positivo mais negativo, Cãmi?
Um dia o Deivis cansou, no outro foi a Jollies, depois será minha mãe.
Se todos fizessem isso, eu seria como o que aquele escravo do Justus disse, sobre toda a incompetência.
Falando nisso, alguém consegue me apoiar no odiado julgamento?
Bruno, pro senhor que vem toda vez, recebi. Bleh, precisava de qualquer escrito seu, e os cartões são meio fantásticos. Se pudesse, dividia.
Estudar Gino, estudar Gino.
Ou não. Dormir.
Vá. Dá-lhe e mil vivas. A todos os bares da noite paulistana. A todos os que sabem falar em público [ficando assustada com o Rafael e toda a eloqüência dele]. A toda a minha paciência e forcinha mal feita.
Se o egocêntrico do Olivetto tivesse tocado no meu braço também, talvez eu tivesse adquirido algum poder mágico.
TPM. horray. \o/
É quando eu posso fazer o que quiser, usando alguma desculpa esfarrapada. Nah, não funciona a longo prazo.
quarta-feira, setembro 20, 2006
Talvez fosse por toda a solidão que, gostosamente, tenho enfrentado.
Além disso, descobri que nada me deu mais prazer do que ouvir as velhas expressões que dizem na natação. Era aquilo de tiro, de 1x4, de seis chegadas de 1x5 sem parar.
Não senti mais falta. Quis dedicar-me a mim.
A partir de hoje, anulem-se de minha existência.
Não digo mais nada e não reclamo.
Odiando, segundo a Lourdinha, tornar-me um pseudo exemplo do bom humor diário.
Ridículo. Eu nasci pra emoções descontroladas.
quinta-feira, setembro 14, 2006
Sorri ao pensar na expressão do meu rosto de alguém me visse digitando uns três dáblios e um jóta. Ainda dá tempo de correr e encher os bolsos com aquelas balinhas que acabam com os dentes? E tá, eu tive o maior prazer em comprar um saquinho delas. Lá se vão os dentes.
Iei. Sorrindo por outros motivos, também. A Thais, tá toda segura de si. A Dani tem conversado comigo com uma freqüência que eu penso em dizer adorar. O Marcello também tem-se mostrado uma pessoa cheia de argumentos pertinentes e teimosos.
Consigo, ainda, sorrir ao pensar na prova de amanhã e na minha facilidade em julgar o Marketing algo cheio de fórmulas prontas e dispostas a serem aplicadas em um mercado dito confusíssimo a qualquer momento.
As aulas de teoria da comunicação têm me feito bem, ainda mais, em dizer algo daquele rapaz que corrigiu o professor pra mim, em uma conversa particular-longe-de-salas-de-aula, dizendo que o Adorno morava como refugiado nos Estados Unidos, e não na Alemanha dos padronizados e pseudo produtos da cultura de massa.
Senti falta do Bruno, ao ler um e-mail dele. Quis tirar esse esmalte vermelho das unhas. Quis repôr umas longas horas de sono perdido, das lindas noites de insônia repletas de murmúrios ao vácuo.
Vontades de passar o fim de semana todo sozinha no meu apartamento. De encher minha sala de videos, de falar sozinha.
Na verdade, é tudo resultado da mais simples falta de companhia.
Pelo menos, há a tentativa de 'Os sertões', creio, ingenuamente.
E passa o caminhãozinho de algum deputado gritando pela Teodoro. Ah, a política.
sexta-feira, setembro 08, 2006
O estranho e o bom? Ver o Vinícius depois de 10 meses e ver o Zé, depois de sete que não o via. Estranho e bom. A UFOP toma a vida do Zé e ele esquece dos amigos. Eu e o Vinícius terminamos um relacionamento por internet. O Vinicius tinha duas. O Zé me ouvia. Mesmo assim? O rapaz me deu um abraço forte e disse 'senti sua falta' ao meu ouvido. Franzi as sobrancelhas e olhei nos olhos dele. Ele ficou um bocado desconcertado e deve ter se arrependido, mas segurava minha mão enquanto contava da faculdade dele. Eu sorri e soltei a mão.
Não, o que machuca é ter ele como lembrança.
Depois, pela grande quantidade de pessoas, esperamos eu, Octávio e as duas Luizas enquanto a Jollies levava o Daniér, o Roliço, a Gabrielinha e a Bud à Cachaçaria.
V a z i a. Mais, impossível. Claro, houve animações. Algum 'parabéns-pra-você' para dar direito à troca de dvd e um som vivo ao lugar. Enquanto os dois casais estavam por lá, nós, o resto, fazíamos um brainstorm no qual 17, de 15 palavras, eram sexo. A Bud e o Dani pegaram a chave do carro da Jollies e não voltaram durante muito tempo. A Jollies e o Roliço ficavam em cochichos. Bleh. Voltei pra casa.
E tá. Hoje eu acordei às sete, com um bom humor incalculavelmente propício. Talvez, a crise de elevada auto-estima tenha voltado. Da próxima vez, eu devo estar mais preparada.
Prendi meus cabelos com um coque alto, coloquei um vestido curto e havaianas. O frio passou um bocado e Batatais estava atraente, de novo.
O medo de ir mais além fez-me andar por caminhos conhecidos. Com aquilo de headphones nos ouvidos, caminhei até aquele lugar; longe, longe, que a Kika apresentou a mim.
O silêncio era alto, e eu me estiquei na grama quente. Tirei os chinelos, soltei os cabelos, aumentei algum volume.
A primeira coisa que veio a minha cabeça foi meu namorado. A segunda, foram viagens, a terceira, foi a nostalgia violenta que toma conta de mim ultimamente. Pensei no que o Vinicius dizia. Pensei na Lizia. Senti pena de mim mesma, pela primeira vez na minha vida. Isso levou a raiva, e sorrisos.
~ Feito eu, perdido em pensamentos sobre o meu cavalo.
É. E alguém vende um dvd do Cats por 22,00.
quarta-feira, setembro 06, 2006
Dores nas pernas. E chega a ser inigualável a sensação de me soltar enquanto danço e alguém me segura. Em alguma festinha não chega a ser como a droga do forró. É brega, claro, mas é divertido. E eu tinha medo de fazer virar um rala-coxa de verdade enquanto imaginava que era o Rapha. Mas eu ria, ao lembrar que ele se sentaria em algum lugar e não se moveria dali para dançar comigo nem que eu fizesse um mini-escândalo.
Rá, ainda, inevitavelmente gostoso imaginar certas situações.
Nada de dançar demais como o Eduardo.
E sem as crises de ciúmes do Theodoro.
Nem as nada-crises do Vinícius.
Balanço de tudo, hoje, han?
Fuck off, saudosismos e e-mails mal mandados.
segunda-feira, setembro 04, 2006
Tenho tentado digirir com mais freqüência e isso não adianta nada para qualquer acúmulo de conhecimento. Batatais nunca vai proporcionar-me isso. Ié, ainda sim, divertido, divertido, divertido.
A parte séria do dia? Tentei distrair-me com o Al Pacino no "Advogado do diabo", enquanto tinha mais ataques com medo de morte. E a não funcionalidade continua. Amargava-me a língua e eu me sentia mal. Acabei vagando pela casa, depois de ter decidido subir as escadas pra tentar dormir. E dormir? Não, não funcionou. Sonhava com o rapaz que me segurou o braço, e que houve um estupro. Eu virava o rosto e ouvia risadas. Das cinco vezes que acordei sonhando algo com o tal rapaz, sentava-me na cama e abraçava as pernas. Conseguia pensar em alívio de nada ter acontecido. Senti medo, mesmo assim.
Encostava a cabeça nos joelhos e respirava fundo.
Acho que, se algo tivesse acontecido, provavelmente não contaria. Virei pro lado e fechei os olhos.
Livros e mais livros, e textos sobre Indústria Cultural e Marketing.
Gosto do curso e quero prática.
Preciso transferir pro noturno.
domingo, setembro 03, 2006
Do Ernst e de tudo o que ele me ensinou com uma Bronica 1980.
Do photoblog que ele me deu e que tinha o nome de uma antiga paixão dele, Hildegard. De como quis permanecer com o nome dela e ele dizia o quanto eu a lembrava.
Dos filhos dele e de quando ele se divorciou. Do quanto ele não se lamentava, apenas pela Emily e pelo Rex.
Most of all, de como ele falava sobre a Melissa.
Lembro-me como se fosse ontem o dia quando ele comentou que estava apaixonado por ela e eu fiquei feliz. Senti-o como nunca havia sentido e passei a conhecê-lo melhor. De todas as conversas em diferentes tipos de inglês, foi a que melhor nos entendemos. Ele calou-se e mantinha um sorriso invejável pela webcam.
A Melissa é a mulher mais bonita que eu conheço. É uma costariquenha com lindos cabelos cacheados. Tinha uma voz sedutora e longos braços. O Ernst morria pelo talento de fotógrafa dela.
Acho que ele foi quem conseguiu captar uma mulher da maneira mais sutil em fotografias.
Como ela é louca por ele e ele por ela. Como boa costariquenha, ela o esperou e ele a visitou. Como bom holandês, ele viu ela mudar-se para a Holanda três anos depois de se conhecerem por internet.
E era como as fotografias dele ficaram mais humanas e as dela mais fortes.
De como é bom receber uma carta dele, depois de um ou dois anos sem nenhum palavra, contando tudo o que conseguia nas linhas mais longas que eu já li, terminando com 'I don't know me any longer. And I don't know you either'. Havia uma fotografia dele e da Melissa, tirada pelo Rex. Sorri e vi que havia um bilhete em espanhol dela no verso da foto: "Voy a São Paulo el mes próximo y deseo tomar una fotografía de usted. Ernst enviará a través de mí sus presentes de cumpleaños. Él los guardaba desde 2004. Le falto mucho, querida."
Qual felicidadezinha foi. Guardando, novamente, só pra mim.

quarta-feira, agosto 30, 2006
Acho que foi lendo algum texto na internet que mencionava Dorothy e coisas secretas que a gente só faz quando está em casa.
Já devo ter mencionado alguma parte de poder ficar dias sem dar satisfação a ninguém. Mas alguém conseguiu listar tudo o mais para me fazer rir da situação fantástica em que me encontro.
Eu realmente descobri que posso ser tudo o que eu consigo ser.
Descobri, também, que posso compartilhar com quem eu quiser. E, friso, compartilhar uma fração do que eu consigo ser quando ninguém tá olhando.
Talvez tenha sido por morar em São Paulo, que me dá a oportunidade de simplesmente andar umas quadras para ter uma diversidade gigantesca de cinemas, bares, teatros e pessoas. Tudo isso, do modo como eu gostava de fazer. Escolhendo o que me interessa. Selecionando coisinhas secretas que ninguém no mundo vai saber que eu gosto.
Foi por ver um filme que eu pude escrever linhas e linhas à máquina e saber que nunca vou mostrar pra ninguém. Foi, pelo mesmo motivo, que soube o por quê de gostar de Publicidade e Propaganda. E rir, gargalhar, sozinha, da posição mental em que me encontro.
Nos poucos metros quadrados do meu apartamento, sou milhas e milhas de mim mesma. E isso é segredo.
segunda-feira, agosto 28, 2006
Listando todos os milhares de textos soltos do primeiro semestre e da carga semi-duplicada no segundo? Listando tudo o que eu consegui ler de extra?
Sobre algo jogado de real interesse. Real interesse, whatta hell do you mean? O que vem da base teórica da Publicidade não te interessa? Mas e a ação? Bleh, se fortaleça.
mas, mas...
É, meu pai falava algo enquanto eu pedia algum livro pra ele. Muito o que ler na faculdade.
Aquele 6,0 foi justificado pelo tanto que eu li de Schaff, Blinkstein, Pierce, Saussure e sobre o maldito triângulo do Odgen-Richards? Não, é culpa do péssimo poder de assimilação.
domingo, agosto 27, 2006
Além do quê?
Em um diálogo, minha mãe, quando deito a cabeça no ombro dela e faz carinho em mim, voltando ontem à noite com o carro, senti-me com vontade de morrer.
Talvez nem me importasse. A sensação era de pertencimento a mim mesma.
A clareza de fatos era chata.
Eu quis além do que eu tinha.
Eu ganhei um livro do Kundera do Bruno, com uma dedicatória que me fez sorrir e perceber o quanto a faculdade fez ele mudar.
Claro, eu havia dado um tapa nele antes de ganhar o livro. Tudo em uma discussão sobre história. Malditos unespianos.
respira. são paulo agora.
quinta-feira, agosto 24, 2006
O que é uma cidade natal além de um porto?
Quando a gente acha que as pessoas não funcionam mais pra isso e que ninguém na imensidão marrom e azul te ajudaria por vontade-própria-sem-nada-em-troca. Para isso que existem as cidades natais. Com irmãos, pai e mãe, cachorro e patinhos. Com passeios noturnos cujo único perigo é o maníaco bêbado que canta músicas de escolas de samba que não mete mais medo em ninguém.
Batatais não me dá orgulho, mas me dá colo. É a velha relação de amor e ódio. Meus vínculos são mantidos pela família e pela praça que me deu chão para as primeiras cambalhotas. Pela escolinhazinha que era estranha depois do Sul e de Sumaré.
Há as fofocas? Há. Há a opinião de cada vizinho seu sobre quem é seu namorado? Há. Há palpite em roupas? Há multidão te olhando quando você vai sair de carro pela primeira vez? Há vizinhas trazendo bolo de chocolate quando você está doente?
É, é pequeno, eu sei. Mas é meu. E, vai me fazer um bem filho da puta nesse fim de semana.
Ou não.
Tem arco-íris e água. Iuhul!
Bleh. Tem tudo isso.
Tá faltando alguma coisa.
sábado, agosto 19, 2006
Publicitários babacas
Acho que, na tentativa de salvar os cérebros da definhação inevitável, rendíamo-nos à leituras pseudo-bem feitas com direito a comentários inteligentes da revista 'Caros Amigos', às maravilhosas dobraduras da Dani, aos impecáveis desenhos do Daniel e do Jannerson e às tentativas de melhorar a letra.
Em vão, a aula continuava uma merda e não conseguíamos salvar-nos.
Decidimos nos inteirar à porcarida que era aquilo tudo o que o professor falava e começamos a anotar qualquer dita 'pérola' que surgisse durante as longas três horas de duração que deram erroneamente para a matéria de Mercadologia.
Devo expôr ao mundo pela primeira vez aqui no blog. Há planos para um blog da PPMATECAUSP2006 [ufa.], mas nada que não dê preguiça a nenhum dos vinte integrantes da fantástica trupe.
Mupy, divagando.
'Cara, mas e se a cana entrasse em extinção?'
[No contexto da conversa sobre produtos necessários ou algo do tipo, alguém mencionava o álcool.]
'Minha mãe falou que no trabalho dela já morreram duas pessoas de stress' [Mupy]
'Nossa! O que a sua mãe faz?' [Dani, complementando].
Cãmi, a quase líder.
'Ah, aí ela faz uma cirurgia e coloca lente permanente.'
[No momento em que falávamos sobre cirurgia de olhos]
'Nossa, ele não pára de falar nessa demanda. Quem é essa tal de demanda? É vizinha dele?'
[ops.]
Jé, contribuíndo.
'Er, as pessoas compram mais janelas no frio.'
Té, que ajuda também.
'Eu hein, moroso? Eu odeio atendimento amoroso, tem muita intimidade.'
Marcello, lá longe.
'Tá, aí vem o verão, e o cara da barraquinha da praia só abre à tarde e à noite, como ele faz pra melhorar essa produção?' [Gino]
'Não, aí ele faz um café-da-manhã na praia.'
Dani, a líder.
'Nossa, é verdade que a Ivete Sangalo cheira cocaína forte?'
[do nada]
'Ah, no inverno as pessoas compram menos computador.' [Eu]
'Claro que não! aì ela liga o computador em casa e fica quentinha.'
Dani dá uma dobradura trabalhosíssima pro Danilo, e ele diz que dobraduras são inúteis.
'O dia que você vivê numa casa de dobradura, você vai ver!'
Agora, tem uma hisória que me obrigaram a escrever.
Jé: 'O Marqinhos tava contando que uma vez ele tava no metrô e tinha um cara segurando a porta. Aí, o condutor começou a dizer aquele anúncio lá, "favor não segurar as portas", um monte de vezes. Daí, ele começou a ficar puto! "O trem está atrasado porque tem um INCONSEQUENTE segurando a porta", maior bravo com o cara.'
Dani: 'Credo, que cara estressado!'
Gabi: 'E ele nem pega trânsito!'