sábado, setembro 22, 2007

pode chegar que a casa é grande e é toda nossa.

Nah; eu não dormi bem at all.
Fiquei eminhocando tudo na cabeça, e não saiu nada, claro.
E ainda tive a capacidade de colocar mais uma foto no orkut com legenda imbecil.

Nah; ainda não sinto. Fazemos um ano e meio hoje.
E eu só sei chorar lendo cartas dele.




Tudo o que eu queria era além.
E fiquei pensando que é estranha a Internet. E isso; estar longe.
'vem, que você não sabe o quanto eu te amei'.

sexta-feira, setembro 21, 2007

fazia tanto tempo que não chorava.


Daí; eu só consegui ver depois que tudo o que eu queria era que a tpm passasse; e a angústia que vem e vai com ela.
Hoje, conversando com o Dan, eu vi que eu não era a única. E, com Dani, os três formavam os lamúrios na vivência da ECA.
Eu estou com uma dificuldade de concentração absurda; e sei dos tempos tristes.
Chegamos até a conclusão da normalidade disso.

Eu só preciso parar de descontar nele. Quando eu liguei pra Cãmi, depois de mandar as mensagens, ela disse que eu só precisava ter calma e não deixar a tpm acabar com tudo, como eu sempre faço. Eu não consegui me segurar; e devo até ter ligado umas quatro; cinco com a da casa dele. E, dá; dava pra dizer qualquer coisa, knowing myself the way he does.

Ontem à noite, eu fui me deitar tão apaixonada. E quis ligar, mas me segurei. Mandei alguma coisa, e só. Fiquei de novo com a sensação de atrapalhar; que precisa sumir imediatamente.
Hoje, ela nem voltou; eu só fiquei chateada.


Se as coisas forem terminando; vai sempre ser culpa minha.
Eu só queria..eu, bah. Eu só sinto a falta dele.
E nessa semana a gente nem se deu; e nem se sentiu tanto.




Eu queria um pouco de paz.
Eu queria aprender.
E hoje que eu comprei um livro pra ele; toda escrevendo e com post it.

~

Eu recebi outro livro do Murilo.
Desta vez, havia uma carta de amor.
Joguei o livro com o papel fora.

quarta-feira, setembro 19, 2007

'gimme gimme gimme'; nunca sem ouvir.
aproveitar tudo de hoje para sair; agora.
they called me e tchau-tchau que a campainha toca.

terça-feira, setembro 18, 2007

'But if you think that time will change your ways; don't wait too long.'

E tenho dito.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Ahcarajo;

Uai, hoje eu vim brincar de pensar em sexo e de não fazer mais nada.
Dizem as más línguas que ontem eu fiquei realmente chateada com o meu excelentíssimo namorado. Mas, não; já passou. E eu sou carente e um sinal de vida nesses tempos é bem muito necessário; e meu Roger Rabbit tá demorando e-ras pra baixar. O negócio é me divertir com o videozinho do rapaz arrotando no show do Nouvelle Vague ontem e ficar vendo a Britney super-hiper-mega-master-gorda no VMA. Não, e ela nem tá tão gorda quanto aquele dia comentando aqui neste mesmo blog sobre a orquidez da moça. Ela tá mais magra que eu [qualquer comentário maldoso será seguido por um chute].

Ei, faz um template novo pra mim? Branco com links em azul-escuro? Eu ia pedir pro Dan mas ele nem tchum. Mas ele vai até ver um contraponto pro meu atual desenho de tatuagem super senseless.

Aham, tá; sair queutenhomaisoquefazer.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Daí; eu fiquei a pensar em limites pessoais e em como eu realmente quero me exaurir de forças. Acho que é uma alternativa para a 'cabeçavaziaoficinadodiabo'; o caralho. Eu precisava mesmo daquele estágio, e ainda não obtive uma ligação de retorno or something. Mas, só esperar.

'A menina dormiu com os braços cruzados como travesseiro em uma mesa da biblioteca; ronronando suavemente, seguindo o subir-e-descer dos ombros. Ela achava que a melhor coisa do mundo inteiro era dormir na biblioteca, logo após comer alguma coisa. Ou não; há alguns dias ela não come nada. É tudo culpa dele, claro. Mulheres como ela nunca aprenderam a lidar com a racionalidade, ou com a saúde. Ela bebia um bocado todos os dias e vivia dizendo para si mesma que nada tinha a ver com um alcoólatra em potencial. Fumar maconha era uma diversão semanal; de bater cartão em todos os finais. Um dia, ela experimentou outra coisa e não gostou; de sintético bastava seu relacionamento. Aliás, ele agora não existia. Kings of Convenience se tornou chato e não mais romântico; ela começou a gastar dinheiro com roupas e bolsas e sapatos; parou com os livros e deixou de lado a família. Tudo o que ela queria era dormir na biblioteca. Um mundo todo está lá fora, diziam; mas era mentira. Ele estava lá fora, e ela tinha muito medo dele. Pra quê esse medo, mulher? Ela tinha medo de sair e de cair novamente; de se esfregar aos pés dele [como certamente o faria; uma excelente apaixonada, ela era]; de amar. Era isso, ela tinha medo de amar; ela aprendeu a ter medo de amar, e não a se virar como era o esperado de alguém sem alguém. Medomedomedo. Nunca mais vou querer um homem; nem tampouco quero uma mulher. Eu quero só dormir, só dormir; me deixa.
Naquele dia ela dormia profundamente. Tentaram acordá-la. A menina dormia.
Dormiu um mês; dois; um ano. A menina dormiu. A menina foi esquecida; esqueceram os ombros que subiam e desciam; esqueceram Kings of Convenience; esqueceram dos tempos de amor.
A menina dormiu e, finalmente, morreu.
A menina morreu dormindo na biblioteca após não ter comido nada; como estava a fazer há dias. A menina morreu após o esquecimento.
Depois da menina, e, no outro dia; ninguém mais sorriu.'

terça-feira, setembro 11, 2007

Eu já brinquei de 'ser bom demais pra ser verdade'. De novo; he walks away, the sun goes down.
Estagiar sempre vai ser bom, pra cabecinha.
Parar parar parar; eu podia fazer um mini brainstorm com definições de sentimentos momentâneos.
Deu medo, muito, master.
Just got sad; again. Então, o melhor a fazer é beber uma latinha de Bohemia e dormir formigando.

quinta-feira, setembro 06, 2007

'sumo wrestlers in other professions.'

Eu sempre fui adepta da procrastinação; além de achar essa a palavra mais divertida do mundo.Daí, eu pensei em uma coisa: queria muito ter a disposição do Rafael. Ele acaba de sair da Júnior, tá trampando em freelas e ainda lê todos os livros do universo sobre Publicidade e essas coisas aí do meio. Talvez ele tenha se encontrado e então fica todo envolvido.
E ó que eu juro que acho que me enfiei no lugar certo; com o Leandro. Entretanto, né; needing money. And a job. E parar de ler ficção. E fazer mais coisas.

Quando eu me dei conta, já estava afinzona de estudar mais Italiano e ir com tudo em todas as áreas possíveis. Mas, de novo, pensei em parar tudo e pensar no que fazer; pensar na Psicologia. Ou, tá. Eu queria ser uma daquelas pessoas com mais de uma faculdade.
Ao inferno! Rá.

Humrum; terminar de colocar algumas coisas na minha mochila, agora. E ir pra praia.
Eu precisava parar de ver seriados imbecis e ver se deixo meu cabelo crescer.

terça-feira, agosto 21, 2007

Hoje eu fiquei lendo alguma coisa na internet e ouvindo Feist enquanto devia estar lendo um bocado de coisas ou fazendo o maldito pauêr-póinti do Ismar-de-psicologia. Nah, eu sei me divertir, acho, que o suficiente. Mas, droga, isso consegue ser uma adversidade enquanto eu tenho que fazer uma série de outras coisas. Ou, rá, hahaha, isso é tudo problema de dificuldades de concentração e tal.

Uma vez meu pai me disse que eu era 'avoada'. Palavra engraçada essa. Retarda, lerda, 'lêínta', desligada. Atrapalhada? Haha, hoje só sei que tá todo mundo é bem muito certo. E foda-se.
[nota: juntar o 'se' com o bagulhinho lá, o 'e'. meus conhecimentos se esvarem* rapidamente]
Hum, engraçado. O som da máquina de lavar e minha preguiça. Isso! Lembrei, é preguiça; das grandes. E eu ainda nem terminei de ler Harry Potter. Hum, sorte-sorte-queninguémlê. Harry Potter dá vergonha, confesso; nem consigo encontrar no fundo do bauzinho de neurônios o que me atrái nele. Só curiosidade, só curiosidade. Iei.

Ontem eu comprei uma garrafa de vinho e uma taça, da necessidade de ter uma, anyway. Lembrei-me, já no elevador, que não tinha saca-rolhas. Sorri, do Raphael dizendo há muitos meses que ia me dar um, por conta do episódio da tesoura.
Ele foi repetido e eu me sujei toda, mas dormi no tapete da sala, com manchas nas calças de dormir e nele mesmo. Meleca. Quando ele ligou, dei-me conta que precisava limpar antes que meu irmão voltasse. Fiquei rindo até às três da manhã, bebendo mais, e limpando o tapete.

Engraçado como eu gosto de tentar esquecer tudo e como são esforços em vão.



Sabe qual é o problema? É que todas as pessoas que te cercam, já tiveram algo contigo, ou já foram teus objetos de desejo. Nem sei como andam suas vontades hoje, não sei como funciona teu corpo e tua cabeça nesse sentido; de recaídas. Existem, não-né?



Nossa, eu preciso ler. Deuses, vagabunda.

terça-feira, agosto 14, 2007

Eu ando desligada e desconfortável. Que eu ficava vendo o 'The fascination of light and shadow' e olhando para o semi-lido Harry Potter em cima da mesa. E eu nem tenho bonequinhos de demonstração de humor no blog. Rá, she does.

Aliás, perder tempo, né? Como é que o Tom definia isso, enquanto estávamos bêbados no teto do Canil? É pensar em quando acaba só pra ver o quão importante as coisas foram. Isso era perder tempo? Para ele, também, perder tempo era ficar no seco enquanto tudo lá fora estava molhada. 'Sabe, Gábe, a gente corre pra chuva e sempre, tudo fica mais bonito e mais frio e mais choque e mais gostoso'. O Tom sempre me acompanha nisso, de sentimentalismo. Not the same for everybody, friso. Quando eu pensava nele e ligava, imediatamente, 'Corre pra cá que tem um fardinho de cerveja gelada'. E sempre era divertido o quanto a gente conversava. Ainda é. Tudo isso veio de saudade. Ele dormiu aqui hoje, depois do almoço, enquanto assitíamos a alguma filme de sessão da tarde.

Sabe, perder tempo, então, é não poder ligar e dizer 'posso te encontrar mais tarde'? Nah, ele tava errado quando disse isso um dia. Tô me sentindo imensamente nova, por conta de tanto. Não soam meus 19 anos que nunca dizem nada. Talvez, se a velhice viesse e eu pudesse me deitar com o Tom em uma cama, de mãos dadas, e conversaríamos sobre tudo o que passamos, e seríamos velhos e sábios de igual pra igual.
E eu nem tenho muitos amigos assim.

Quando eu começar a listar, eu lembro da Dani, da Kika, do Tom. De alguns outros. Até chego a encaixar o Raphael aqui, mas eu não seria encaixada de lá; ele nunca me procura quando precisa. Got used to it, talvez eu até ache que possa procurá-lo pra ouvir um 'sinto muito' e ficar bem. Or not. Há sempre aquelas pessoas para as quais eu tenho que ser forte e inatingível. E, engraçado, as minhas veias abertas - abertas por estas pessoas - sangram abertamente. E isso não acontecia.

Não sinto falta de ser fria. Minhas paixões crescem e eu sei o que é amar e ter tudo isso com planos. Sei, finalmente, para onde andar em qualquer coisa de pseudo-profissional que eu queria fazer. Fico melhor só, fico bem bêbada e quando fumo maconha.
Never better, ouviria; never better.

Hoje, eu listo Raphael e sorrio. Meu blog sai do fundo de angústia para a luz e eu penso em tanta coisa melhor. Bleh, soa como auto-ajuda. Salva por tudo, e por meu apartamento solitário nas tardes paulistanas.

Sabe, deu até vontade de ir ao cinema e pensar no Rapha e em como tudo tende ao triplo-melhor em dois anos.

quinta-feira, agosto 09, 2007

Daí eu descobri que passei a metade da minha vida totalmente suscetível às tentações mundanas a aos delírios falsos que a cultura de massa proporciona. A outra metade veio, julgo eu, quando me mudei para São Paulo e entrei em uma busca infinita para conseguir limpar toda essa primeira metade de não acréscimos indo a cinemas, museus, teatros, tendo discussões interessantes e descobrindo um mundo musical underground. Encaixei-me na cultura do pseudo-cult.

De onde surge essa definição escrota do que deve ser lido ou ouvido ou visto, separando uma elite intelectual de outras camadas sociais? Ora, certamente foi o Adorno ou o Horkheimer ou algum dos rapazes norte-americanos ou ingleses que falavam sobre dialética de esclarecimento. Quem sabe o que aliena ou não? Se pessoas ainda conseguem tecer monografias em novelas. Penso que eu não sei me posicionar perante essas coisas, mesmo chamando um bocado delas de escrota e de outras palavras inomináveis.

Rá, falo isso que hoje me vi relatando um episódio do programa daquela mocinha, a tal da Márcia e da encenação toda e de como eu consegui rir um bocado ontem à tarde. E sobre o 'Super Sweet Sixteen', 'Pimp my Ride', 'Why can't I be you?', 'Made', e afins.

E, sendo hipócrita, dou-me a desculpa; sou inteligente o suficiente? Mas que cretinice é essa?
Pra pensar mais tarde.
Janela de felicidadezinhas piscando. =*

domingo, agosto 05, 2007

A morte é anterior a si mesma.

Começa antes, muito antes. É todo umlento, suave, maravilhoso processo. O sujeito já começou a morrer e não sabe.
Morrer significa, em última análise, um pouco de vocação. Há vivos tão pouco militantes que temos vontade de lhes enviar coroas ou de lhesatirar na cara a última pá de cal. Esses, sim, têm a vocação da morte.

Há, em qualquer infância, uma antologia de mortos.
Na hora de morrer, e quando sabe que está morrendo, todo homem tem umolhar de contínuo.
Há na morte por intoxicação alimentar um inevitável toque humoristico, que humilha o cadáver e compromete o velório.

Para mim, qualquer morta tem mais densidade do que qualquer morto.
A morte natural é própria dos medíocres. O medíocre tem de fazer umaforça tremenda para morrer tragicamente. Ele morre de gripe, de pneumonia ou da empada que matou o guarda. Já o grande homem sempre morre tragicamente. Veja o caso de Lincoln, de Gandhy, de Kennedy.
Há uma inteligência da morte, assim como há uma bondade da morte.

O que vai morrer já olha as coisas, as pessoas, com a doçura do último olhar. Eu diria que é a saudade antes do adeus.
O sujeito procura esquecer que o homem é também o seu próprio cadáver. E ele, queira ou não, não destruirá jamais a sua vocação para a morte.
Nada mais falso do que o medo de morrer, e eu diria que nós fazemos tudo para morrer o mais depressa possível. Os nossos hábitos, os nossos usos, os nossos vícios, as nossas irritações mal disfarçam a vontade, a urgência, a fome da morte.

Chegou às redações a notícia da minha morte. E os bons colegas trataram de fazer a notícia. Se é verdade o que de mim disseram os necrológios, com a generosa abundância de todos os necrológios, sou de fato um bom sujeito.

A morte é um grande despertar.

Por Nelson Rodrigues, claro.

sábado, julho 14, 2007

Rá.

Feeling goood.

Acabei não perdendo a matéria que, supostamente, perderia. Leandro deu-me uma nota bem, erm, satisfatória. Um oito lindo e tudo o mais. Guess I'm still his favorite. E, nhé. Ele que me chama pra sair e eu nego e ganho nota. Humruum.

Fiquei chocada com meu boletim, so far. Ainda faltam algumas matérias e tal. Mas oh ié, meu aproveitamento do semestre não me faz merecer any of those marks. Faltei um número razoável de aulas, deixei de entregar uns dois trabalhos. E rá, juro que pensei agora; 'semestre que vem eu estudo'.

Olha só, indo para São Paulo, acordar às 4:00 e ir para o aeroporto e ir para Fortaleza.
Contrariando o começo do post; diferenças agora. What am I feeling, now?

quarta-feira, junho 20, 2007

Quando ele disse pela primeira vez que eu era canalha, minha única razão foi sorrir.
Apenas duas horas e vinte e seis minutos depois de ter deixado a cama, foi quando percebi o quanto consegui levantar e tentar entender.
Mas, oras, isso faz mais de anos; nesta época eu ainda observava a eterna luta entre meus sentimentos de pureza e os de libertinagem. Eu fui uma exímia adolescente, nos meus 15 anos.

Quando eu ia para Ribeirão Preto ficar na Ana Amélia, encontrava-me com Beto; o irmão mais velho.
Já sei bem muito do caso, mas foi minha melhor fase tanto musical quanto cinematográfica. A Ana nunca ficava tanto em casa quando Beto estava por lá ao mesmo tempo que eu; ficávamos, portanto, na grande maioria das vezes, sozinhos.

O quarto dele sempre foi escuro, e eu sempre achei que era culpa das cortinas meio, marrons. 'Péssimo gosto, Beto'. Mas, de resto, era tudo meio colorido, com todos aqueles cedês e vinis, e partituras de saxofone e livros espalhos por baixo da cama junto com os cinzeiros [ele fazia coleção], no carpet.
Mas a cama, ah a cama; era coberta pelo branco mais branco. Tanto os lençóis quanto o edredon e qualquer outro cobertor. Acho que Beto fazia questão de se limpar nela.

Lembro-me da primeira vez em que pude sentar nela, após Beto insistir que nos beijássemos no chão. Acho que era apaixonada pelas esquisitices e ele, por minhas pernas. Achava divertido, claro, o fato de rolarmos entre livros. Até que, um dia, ele puxou minhas pernas até a cama e disse 'sobe'.
Fazia parte de que diabos de ritual? E o que eu achava daquilo tudo? Estranho.

Aquele dia foi uma das minhas quase-primeiras-vezes. Quando ele se deu conta do que ia acontecer, sento, acendeu um cigarro e, calmamente disse: 'você é uma canalha'. Tirei minhas meias e cruzei as pernas, sorrindo. 'Que é, Roberto?'.

Achei, desde então, que ele votou pela castidade. Conversava horas ao telefone todas as madrugadas comentando coisas do tipo; Beto resmungava algo e ria, 'eu adoro suas neuroses'. Neurose, que absurdo.

Parar com Beto. Parar de olhar para o papelzinho com o número.
'Recomponha-se.'


Enfim; eu gostava tanto que ele tinha paciência e não cansava nunca.

sábado, junho 16, 2007

Daí, eu fingia que era mais nova e brincava de 'o que eu vou ser quando eu crescer?'.
What the hell am I now? É, freaking moça de 19 anos com uma angústia maior que o próprio peito.
Tem aqueles que dizem que isso chega a ser bonito. É, ser reconhecida como 'aquela-moça-angustiada', sempre muito bom; vai me ajudar muito na futura - ou improvável - rede de relacionamentos.

Acho que agora eu sei o que quero ser quando crescer; quero ser autodesangustiada. Sim, autodesangustiada, repito. Sabe aquela coisa baixa de achar que o ser humano depende um bom bocado de um outro ser humano para sair de algum buraco ou de algum sentimento de merda? Isso é so last week. Acho que no futuro as pessoas serão tão solitárias que qualquer fossa é encoberta com as próprias mãos.

Mas, e se as pessoas forem tão solitárias por inventarem pensar que não precisam de mais ninguém? Por ser uma espécie de autoafirmação estúpida; quando todo mundo descobrir que o mundo é tão artificial que não existem mais contatos reais com outras pessoas? Daí elas vão vagarosamente aumentando um ridículo senso de 'eu não preciso mais de ninguém mesmo'. E isso tudo faz parte daquela bolsa de 'grandes mentiras da humanidade'.

A gente precisa de pessoas; ridiculamente, desgraçadamente, carentemente. E quando alguém perceber isso, vai se tocar e parar de criar o que nos impede de dar um abraço em seja-lá-quem-for. Talvez sejamos mais felizes; talvez nos machuquemos ainda mais [uma vez que a artificialidade tem um poder absurdo de fazer com que as pessoas esqueçam que estão lidando com outros seres com sentimentos].

Mas, eu repito. Não há nada melhor que uma voz, naquele tom, dizendo palavras de carinho ao ouvido. E olha que isso nem é tudo o que o contato físico entre duas pessoas pode fazer.


~


E se eu estiver falando tudo isso por não saber mais onde ficar? Será que eu estou fazendo certo? Será que isso tudo potencializa o que eu tenho de pior em relacionamentos? Que, quando eu tive outros caras, era bem mais fácil lidar. Ou será que é porque as pessoas estão ficando mais complicadas? Ou eu achava que não existiam mais pessoas complicadas..

Acontece que eu não sei lidar, não sei entender e parar e pensar. Sabe quando vem do fundo mais escuro e escondido do coração aquela vozinha que te enche o saco dizendo 'será que é isso o que eu quero?'. Daria para levar isso que eu tenho sem aquilo em conjunto que eu pedi ontem? É tão difícil seguir no escuro e, como eu sempre achei, sozinha.

Talvez ele nunca se sinta triste por não me ter ao lado dele; talvez ele tenha outros contatos físicos para acalmar; talvez ele use isso para massagem de ego.

Só acho que as pessoas deveriam amar mais, ou pelo menos, não quebrar tantas vezes o coração das outras pessoas que sempre ficam, sentadas, sorrindo e com um copo de Coca-Cola bem geladinha nas mãos.

Quer?

terça-feira, junho 12, 2007

É, só não há a solidão por conta do meu casal favorito. Claro, havia a intenção de ver o Darwin e o Toulouse no MASP; mas passaram para segunda-feira 'o dia de graça'. Poor us.

MASP sempre me deixa feliz, mesmo quando temos que pagar. Ahn, tá, não fomos e ficamos sentadas no vão. Um senhor veio e cantou 'Encosta sua cabecinha'. É, todo feliz. Depois, Alberto apareceu; como sempre. Fiquei feliz e precisava dele para uma espécie de levanta-ego. Ganhei um livrinho de poesia dele de dia dos namorados.

Ah, Almoçar em casa, Paulo chegou e tal. Batata frita e iei. Ganhei chocolate dele de presente. Pelo menos né. Cãmi deu ataque querendo ligar pra Raphael. Enfim, acabei mal.



Tá. Uma espécie esquisita. ;p

domingo, junho 10, 2007

é só isso,
não tem mais jeito,
acabou,
boa sorte.

não tenho o que dizer,
são só palavras,
e o que eu sinto,
não mudará.

tudo que quer me dar,
é demais,
é pesado,
não há paz.
tudo o que quer de mim,
irreais,
expectativas,
desleais.



Falar sério do cedê novo da Vanessa da Mata? Não, não merece minhas meras palavretas. Só é melhor que o primeiro, que é melhor que o segundo. Sim! Eu realmente acredito do poder de desenvolvimento das pessoas do mundo; mainly artístico. So, ela merece um 'baixa Gábe'.

Ahn, caralho. Eu tô tão bem, mas tão bem, que estou até suspirando por mim mesma. 'Me deixa só e depois não consegue; não me satisfaz'. Guess I'm as tired as never. Aiê que vontade de cantar.

Preciso apenas cuidar do receber-dinheiro-da-iniciação para começar com São Paulo em finalzinho. Ide! Festa no meu apartamento.

sexta-feira, junho 08, 2007

salto del guairá.

Here we go.

Depois de passar raiva, ligar [ao todo, umas dez vezes], xingar, ouvir risada, acordar duas horas depois pra viajar, chegar a São Carlos; convidam-nos ao Paraguai.
'Ah, deve dar umas 12 horas até Salto del Guairá. Vocês querem ir?'
Déia, Déia. 'Por que não?'.

Estamos há duas horas correndo como loucas atrás de coisinhas e álcool, vamos em cinco em um carrinho. Três moças e dois moços.

screw, screw.


So, devo voltar [ahn, eu tô avisando a mim mesma?] na quarta-feira. Don't know. Oras.
Sinto que seria trocada em segundos. Tudo faz parte de um longo processo de ouvidos e caras feias. Ele nunca vai entender.

Stupid men.

quinta-feira, junho 07, 2007

murilo.

'Quando ela aparecia naquelas reuniões irresponsáveis, ficava incomodado com os olhos e perguntas infinitas.
Pouco depois, acostumei-me com aquela presença constante de cabelos bem arrumados que logo eram destruídos em um movimento de mãos e pescoços. "Acho que isso deve, no mínimo, relaxar vasos sangüíneos, né?". Ajuda a pensar? E nunca falava sobre política com ninguém, sobre o que era o DCE e aquele momento do movimento estudantil.
Após as eleições, ela sumiu. Inquietei-me com a ausência dos cabelos revoltados e do nervosismos com as unhas. Sabia que fazia ECA.
Com a volta das aulas, via-a caminhando solitária ou com algum barbudo. Sempre com vários papéis e livros nas mãos, gesticulando, falando e rindo.
Até que um dia, entrou e chutou uma porta no DCE, chacoalhando energicamente um chumaço de papéis na Léa. "Cretinos! Carta de renúncia, qual é a das carteirinhas? Merda, Léa, merda!". Foi naquele segundo. Vinicius estava pra rolar de rir no chão quando segurei o braço e perguntei "Quem é?", "Ela andava aqui. Um charme. Gabriela". Gabriela. Nesse momento, subiu no sofá e discursou, brava, revoltada, encantadoramente. Jogou o que chamava de carta de renúncia no chão e saiu com outro chute na porta.
Desculpa, mas foi naquele dia que eu me apaixonei por você. De verdade e, desde então, você já sabe. Foi uma batalha conseguir seu endereço e mandar os livros. Ainda tenho o Vinicius falando seu nome 24h por dia. Estamos numa disputa por você não, fica tranquila. Só estamos arquitetando meios para aquilo que eu te falei pessoalmente.

Além do mais, não consigo tirar da cabeça aquela tarde com sinuca e álcool. Nem seus cabelos, seu vestido longo e sua risada.
Já era, Gabriela. Já estou apaixonadamente seu.'


Hang on.
Murilo entregou-me uma carta.
Lógico que vou copiar, vai que eu perco.
Serve como levanta-ego nas noites como esta.

Somebody really likes me.
E que diabos eu estou fazendo?

sexta-feira, junho 01, 2007

E a saudade que me deu da Kika, hoje?
E de que as letras desse blog fossem todas menores, discretas? Discrepante, isso sim. Afinal, o que eu queria de verdade? Que todas essas confusões mentais [friso, claro, o caráter de inexistência].

Talvez eu quisesse que as pessoas me procurassem. Tanto faz quem seja, mas que seja uma daquelas da lista de 'I'll really spend my time on them' do messenger. Bem naquele sentido de 'quanto tempo', 'você faz falta'. O que eu tenho menos sentido ultimamente é o fazer-parte que todo mundo, um dia ou outro, quer de verdade-do-fundo-do-coração. Somos um bando de necessitados; de amor, carinho, não-negligência. Afinal, por que eu preciso tanto? Sou uma carente da maior estirpe ou uma daquelas viajantes dos submundos da TPM? As pessoas deveriam ter tabelinhas de menstruação das amigas; pra ligar no pré-regras. O mundo seria melhor.

Sabe o que eu quero também? [e eu sequer posso dar-me o luxo de querer tanto?] Quero ter a consciência não pregada ao chão; quero poder fazer o que sentir vontade. Afinal, vou viver daquele jeitinho medíocre? E de onde diabos vem esse 'vou viver..'? Brega, brega, brega. Juras a mim mesma, pieguices e auto-carinhos.

Pretendo a solidão, inevitavelmente. Preciso estudar e estudar além. Prestar UFMG, enfiar-me em mim mesma e seguir.

Talvez eu quisesse, também, que o mundo fosse diferente. E acreditar que eu possa fazer pra mudar e lutar e usar o movimento estudantil pra crescer sempre mais e mais [no que eu nem sequer tenho forças pra acreditar]. Tenho familiares que não sabem quem eu sou. E, no meio de tudo isso, eu só ocnsigo sentir falta da minha avó. Nunca irei me acostumar, né? Será sempre tão complicado. E será procurá-la nas pessoas? Achar um defeito dela que eu tentava apagar na minha mãe, tão latente como nunca imaginei.

O pedacinho dela estava em sinais de reconstrução, para que ela se tornasse aquela nuvenzinha de saudade que cirula o corpo. Mas o tempo fez-me perceber que o buraco é tão fundo, e tão difícil de preencher. E como eu posso, se ninguém me conhece..