terça-feira, julho 11, 2006

Poor Syd Barrett.

luis diz:
fifilha, o syd barrett morreu na sexta-feira
Gabriela diz:
é mesmo, pai!? mas, do quê?
luis diz:
não sei, mas é tão triste, né? devemos ficar todos de luto por ele
Gabriela diz:
me lembra de ir de joelhos até a fazenda?
luis diz:
só se você me esperar pra ir junto



Ah bah, de onde veio meu gosto musical?

segunda-feira, julho 10, 2006

Pude render-me ao Mozart enquanto assistia 'Amadeus' pela segunda vez - é, pra quem viu quando tinha 13 e só estudava Chopin, é sempre um choque -. Achei que o filme teria feito uma caricatura dele, aquilo de ressaltar certos pontos, como o fato da infantilidade e o da bebida.
Fui tentar saber mais sobre ele, em sites e mais sites e alguns livrinhos. Claro que todo mundo dizia das atitudes indiferentes e comentavam de ele ter morrido como indigente. Fiquei chateada com a minha preguiça e com a minha atitude, nada fiz para extingui-la. Saí em uma cruzada, na busca por livros e outros emprestados. Tinha o Budapeste, The unbearable lightness of being, meu The song remains the same. Voltei pra casa de mãos vazias, ainda querendo Mozart.

É. Há tanta genialidade no mundo que me deixa perplexa.
Ahn. Tá. Relendo e, texto confuso, as usual.

sábado, julho 08, 2006

so many stupid things.

Fiquei com marcas de mãos no rosto enquanto descansava a cabeça e resmungava frases soltadas durante o carteado da tarde de sábado.
Tem até uma lista que o Octávio fez.
'Eu quero andar.'
'Eu quero ler.'
'Eu quero ver "Seven".'
'Hit me!'
'Cuzão.'
'Desgraçado, viu.'
'Errou, burro!'
'Ah, Joles, olha o Octávio. Ele tá me imitando.'
'Eu tô linda hoje.'

Peguei o papel e fui arrastando-me pela casa da Jollies com uma calça jeans surrada, um blusão , sandálias e aquele cabelo de dia-de-lavar. Quis ir embora.
Claro, o dia. A manhã foi bem produtiva, 2/3 dela dormindo e o resto morrendo na calçada. Um sonho durante a tarde e eu desanimei, por fraqueza, como sempre. Pensava na velhice e em tudo o que ela traz. No jantar de ontem e em tudo o que eu senti lá. Eu queria conversar e me taxava de inapta.
Fiquei o dia todo querendo saber mais, aprender a desenvolver um pensamento.
Hoje é só um daqueles antigos dias cinzas que eu tinha durante o ano passado.

A salvação? Encontrar-me com o Bruno, enquanto ele andava de bicicleta. Deu aquela saudade de quando discutíamos e ele quase batia na Bud, de quando ele dizia que eu era estranha e que lembrava de mim quando via algo com o Johnny Depp.
Há um encontro com ele hoje à noite. Conversas sobre faculdade e história. Há uma vontade de rir e pensar em quão besta eu sou ao achar que posso ser inferior a alguma coisa.

quinta-feira, julho 06, 2006

A Kika está brava porquê eu dormi no meio do 'Último tango em Paris'. Não sei se foi o início que não me atraiu, pelo já anunciado filme com tantas cenas de sexo. Diverti-me tentando manter os olhos abertos tomando quantidades imensas de café. Continuo achando que já não surte mais efeito.

Como era aquela música do Alice in Chains? "I have never felt such frustration or lack of self control"? Oh, velhos tempos.

Sonhos estranhos. Sobre pessoas, pó e sangue. Talvez tenha acontecido pelas cartas lidas ontem, já em fim de madrugada. Tantas antigas, de pessoas que sumiram. Pensei em partes tomadas, por tudo o que foi escrito e derramado sobre intermináveis folhas de papel. Elas, com todas as declarações. Parei com o olhar perdido, quase em estado de inconformismo com personalidades estranhas. Eu teria mudado? Certamente que tentei mesmo não ridicularizar nada do que foi escrito. Faz tempo, já. Deparei-me com o pentagrama do Diego, com um par de meias pretas, um rolo de fita adesiva com desenhinhos bonitinhos, um encarte de uma harpista, dobraduras, fotografias. Achei que as cartas eram mais pessoais, mais uma vez.

Enterrei-me novamente em quase oito páginas de palavras jogadas mais por uma vontade, por uma saudade. Escrevi e escrevi e escrevi. Tudo aquilo que foi posto, vale ainda? Saí dos contos inúteis e sem sentido para pensar nele.
Lembrava-me. Houve a peça de seis horas de duração. Os dois, já no sofá, com calor pelas janelas fechadas e movimentos rápidos e três. Um mapa no chão da sala.
E sorri. Pelos meses.

terça-feira, julho 04, 2006

robert

Talvez não haja algo que me faça morrer mais devagarzinho e deliciosamente que o Plant cantando 'Since i've been loving you'.

[well, há algo mais, sim. mas não vem ao caso, já que é o Plant que está no youtube].

Fazer-me fechar os olhos ao dizer 'how I love you, darling, how I love you, baby'.
Still, god bless the groupies.
Deitada para considerar algo de blues do Led.




Oh yeah, Robert.



segunda-feira, julho 03, 2006

It only matters when you die.

As teorias cridas na madrugada não fazem tanto sentido quando se está acordada. Tudo o que é mencionado a respeito de pessoas e momentos que se fixam em paredes de memórias parece desaparecer com os primeiros traços de claridade.
Tenho passado as noites escrevendo para não correr riscos e perder idéias e ideais. Certamente que rasguei longas 10 páginas de um recém começado caderno lá em São Paulo, mas eu volto às inutilidades de cidadezinhas pacatas e aos pensamentos fragmentados na correria.
Acho que eu falava sobre fraquezas. Sobre como eu consigo desfalecer quando atinjo alguma em quem quer que seja. Lembro-me de pessoas inteiramente fortes com casuais quebras. Ainda lembro-me dos inteiramente fracos com espasmos de vontade. Senti que caio de joelhos nos momentos de insegurança alheios e derreto-me para entrar.
'É isso o que te faz se apaixonar?'
'Foi, acho, o que aconteceu com o Théo'.
'Ah, você gosta de homens que se mostram fracos em um primeiro momento ou algo assim?'
'Não, claro que não. Mesmo que eu seja fraca na grande maioria das vezes e, certamente, odiar-me por isso, não aguento tanto.'



Eu não me entrego mais nesse ponto. Deixo-me levar por qualquer correnteza que passe para sentir o depois. É a parte do subjetiva? Por que eu sinto ironias nessa parte do diálogo? ^^

sábado, julho 01, 2006

'corre pros braços de outro guapo'.

O Igor às vezes deixa-me brava, mesmo entretendo-me na madrugada de solidão.
E tem sempre vinte e oito mil pessoas falando coisas.
Minha mãe, a Jollies, meu pai e o tal do Igor.
Eu só faço aquele movimentozinho de mãos e deixo tudo de lado.
Tá só todo mundo duvidando de qualquer capacidade que eu tenho de segurá-lo comigo sempre e mais.

O Daniel diz que eu levo tudo pro lado errado, que eu sou precipitada.
Mas eu só penso em merda agora.
E eu consigo afogar-me em pensamentos e lembraças gostosas.
Sua boba.

Crazy to watch 'The Full Monty' de novo.
E eu descobri que a Sakura e o Shaoran não ficam juntos de verdade.




Já era tempo

Já era tempo de você voltar
Me beijar, esquecer
Já era mais que tempo de você
Refletir que as palavras
Muitas vezes
Não provêm do coração
Há muitos meses que você, meu bem
Disse adeus e partiu
Já era tempo de você chegar
Como eu, com os olhos rasos d'água
Mas sem mágoa
Triste de quem tem e vive à toa
Triste de quem ama e não perdoa
Ai de quem não cede
E de quem sempre tem razão
Ninguém sabe mais que o coração
Por isso eu peço: volta aos braços meus
Sem adeus, só perdão
Porque na hora em que você chegar
Como eu, com os olhos rasos d'água
Mas sem mágoa
Primeiro eu vou fingir espanto
Depois sorrir banhada em pranto



Quem o Vinícius de Moraes pensa que é?
Fuck.

quarta-feira, junho 28, 2006

Hoje eu suporto toda e qualquer distância.
Hoje eu aprendo que, com o passar da tpm, existe um mundo calmo e razoavelmente racional.
Hoje eu entendo o que o Inman realmente quis dizer com aquelas dores nas costelas de tanto pensar em alguém.

Para o Rapha, que com o sangue foram-se todas as aflições. E que, com uma carta, eu sinto falta do que era escrito só para mim.
Eu posso até estar com vontade de chorar, mas vem do 'Godfather' e de musiquinhas ao violão tocadas pela Cãmi, residente temporária de Batatais.

Com aquele apertozinho de 'algo falta', de uma saudade doída. Mas bah, healing war wounds. E bem, por sinal.

'Ei, Gábi, é a questão política que te atrái?'
'Not at all, dearest. É a voz, o cabelo, os braços, a inteligência, a escrita, e tudo o mais.'
'Ah, e vão militar juntos?'
'Tá brincando? Eu sou escandalosa demais. Além disso, eu sempre acho-me fraca.'
'Não acho.'
*beija* 'Guto, você é todo bobo.'

domingo, junho 25, 2006

hoje já faz cinco dias e faltam dois.
é difícil ter que ser forte para não me submeter aos julgamentos de momento.
o fácil é calçar sandálias e dar a terceira volta no quarteirão do dia.
o quão louca e estúpida você consegue ser?
a gente pode sempre bater apostas, até eu não aguentar mais a dor na garganta de vontade de chorar.
eu poderia agora imaginar que tudo isso é culpa da tpm ou de um ciclo desregulado.
mas eu faço tanta força, mas eu não consigo segurar.
eu sei que, depois de terça, eu voltarei com tudo o que sou.
queria agora poder dizer chega disso tudo. eu juro que tô tentando.
que que tá acontecendo?
caralho. eu queria um apoio. queria tanto...
odeio são paulo, hoje e agora. odeio aquilo que falta para eu me segurar. ou eu imagino faltar.


pelo menos, de sentar na sarjeta no cruzamento da artur com a viana, alguém perguntou se eu estava bem. e eu amei a impessoalidade e o anonimato que existem nessa cidade.
porra, eu só queria conversar.
Domingo tão bonitinho e meu lado peixe já clama por uma piscina ou minhas mãos por um carro pra lavar.
Não sei, mas bateu uma saudade dos domingos na minha casa. Do meu pai com as perninhas na piscina e o corpo fora dela. Da minha mãe gritando com todo mundo pra ver quem sobre pra pegar qualquer coisa pra ela no andar de cima. O Guto e o Higue chutando alguma coisa ou eles mesmos. Ah, e do Thor pulando em cima do copo de whiskey com tônica do meu pai.

Certo. Manhê.
^^

sábado, junho 24, 2006

Quando é que a gente decide o que dizer?
Talvez não consiga saber pelos momentos que prolongo em silêncio. Eu não decido por não pensar, claro. Decido por olhar e esperar, aguardar continuidades. Seria alguma espécie de síndrome de inferioridade?
Força que você é soooo foda. E e paga a língua quando diz isso.

A long time ago, when I was in the army, I picked up Lucille, and started the blues.

Right now. Tentando manter 40 graus de temperatura corporal com três moletons. Ah, como aquele tal de Pila, amigo do meu pai, o da resistência humana? Ha, eu vou rir bastante hoje à noite. Talvez de comunidades imbecis, ou de algum filme repetido.
Só para conhecimento, o nome daquela parte do pescoço é ponto supra-externo.

quinta-feira, junho 22, 2006

você é tudo que eu tenho
desde que perdi a minha tristeza

[quem foi que me disse que isso era do neruda?]


just say 'jack, do you adore me?'
well i don't know holly 'cause love really bores me
so i guess we should just be friends
i'm just kiddin', holly, you know i'll love you 'till the end
Ah, entenda, vai. Eu nunca estive mais feliz.
Entenda as aflições, por favor? E esqueça meus medos?
É tudo culpa da iminência de uma separação. Você sabe que eu sou forte e que eu não entendo muito o que está acontecendo comigo.
Acho que, inclusive, você sabe o quanto eu gosto de tudo.
Chuta minha carência boba e qualquer comentário que te desanima?
São turbilhões e correntezas...Sobre o medo, é o fato de encarar tantos quilômetros.
Eu poderia ser bem brega e comentar algo sobre o amor aqui, né? Mas bah, o tanto que temos pela frente, o quanto eu quero seus trinta anos restantes [bah, essa piadinha é fueda].

Eu cá pensando.
E o dia só conseguiu ser leve e fantástico.





Ah, Lição Póstuma é o nome de um conto da Emília Moncorvo (cujo pseudônimo é Carmen Dolores).
http://www.releituras.com/cdolores_licao.asp
Quite nice.

terça-feira, junho 20, 2006

Oh yeah.

É tão evidente que eu não estou bem que chega a ser chato.
Mas, what else can I do?
Voltar aos velhos momentos meus? Ameacei de novo, fazer isso. Não sei se o farei ainda. Não falta coragem, claro. Falta solidão, yep. Eu me sinto cada vez mais vulnerável e pequena, e não é errado nem certo.
É isso que a gente sente quando está apaixonada?
Gosh, eu vou ficando brava e irritante nesses dias. E é óbvio que as coisas não deveriam funcionar assim. E que eu, teoricamente, teria mais paciência.
Nah. Não hoje. Creio ser viva demais para ter paciência. Ou não.

sábado, junho 17, 2006

o caos!

O mundo está um caos!
Ou pelo menos, a internet.

A Britney Spears é uma orca. O Bussunda morreu. Um segundo membro dos Stones vai parar no hospital. E eu terminei meu trabalho!

O que está havendo com o mundo?!

sexta-feira, junho 16, 2006

where does love come from?

Oh yeah.

Don't actually know.
Muito menos o por quê de eu vir falar algo sobre.
[O quão esquisita você é?! Não tanto quanto a foto da Audrey que meu pai mandou eu tirar do msn. 'ai gábe, tá estranhinha, não? moça magrela'].
Tá, não vem ao caso.

Vem sim, a vontade de gritar e de comemorar alguma coisa ainda inacabada.
Certamente que tenho um trabalho enorme para finalizar e vontade de ver algumas mil pessoas que não vejo há básicos seis meses.
Acho que o Secos e Molhados só me deixa mais leve. É o Ney? Nah, don't think so. Talvez seja o que eu estou aprendendo e sentindo. Todos os sentimentos novos.

Como eu me adaptei a São Paulo e à faculdade. Às novas pessoas e à cada característica delas. Ao Rapha, quando resolvemos nos conhecer mais a fundo. E tudo de novo que tudo isso me deu. Sensação de morar sozinha e de poder chorar sem dar satisfações. De não me alimentar bem durante uma semana e rir disso mais tarde. De acordar, abrir a janela e olhar para um céu de domingo naquele caos.
É o que eu queria? Meu pai me encarando como amiga e não tanto como filha? Minha mãe respeitando certos espaços. Uma paixão.
Odeio sim, ser tão boba. Apegar-me a tudo o que me dão [sendo que isto já trouxe-me tanta dificuldade de finais]. Agarra? Claro. Sem advérbios, nah?

Tanta mudança.
E meu blog só consegue ser aquele momento, de palavras soltas e sentimentos pessoais não evidenciados tão claramente.
Sem vontade de pensar agora. Eu quero sentir-me apaixonada pelo cheiro do café da minha mãe e dele, agarrados aos meus lençóis e aos meus cabelos.


Freaking happy.
And fucking lazy.
[há. e querendo tanto o Rapha e todos os movimentos de braço dele.]

segunda-feira, junho 12, 2006

Quando eu tiver tempo e não tiver as costas e os joelhos doloridos, tenho a certeza que desabo.
Em cima de seja lá o que for e chuto o que houver e causar dor.

O meu destino ainda é Woodstock, mas eu chego.

Na minha agitação frenética, eu tentaria descrever quase uma semana daquele assunto.
A exaustão faz parte? Um nervosismo pela quarta-feira e o medo. O cansaço da sexta-feira e do sábado de manhã. A maratona de seis horas sentada em cadeiras sem encosto. Dezenove horas com períodos de sono quebrados.
E, matendo a sensação de novidade. Estranho.
Olha, é a Gabriela que tem feito isso. Aquilo que não faz parte dela mas que, sem, ela agora poderia definhar.
Foi infantil arrancar treze páginas de textos inconstantes e incomuns. Apagar escritos. Seriam eles as tentativas de novidade?
Você tornou-se emotiva demais. E de onde vem tanta felicidade?

domingo, junho 11, 2006

o iupió

Só queria livrar-me do Live Journal. Porcariada, viu.
Não, não vou trazer nenhuma das postagens de lá. E não, não me esqueço do que eu escrevo, nem apago passados [só os enterro].
Só quero perder-me do que foi escrito naqueles fatídicos momentos de embriaguez solitária ou nos outros situados na tênue linha entre sono e transe.
Não. Eu perco o que escrevo, mesmo não esquecendo.
Aliás, os escritos.

Senseless, de fato.