quarta-feira, dezembro 20, 2006

preguica de ler os debates caloros do grupo do calc, han.
o well, divertido, no minimo.

hoje eu decidi uma coisa, apos muito pensar e, nao dormir direito: comeco, agora, a levar meu curso nas 'coxas', pretendendo seguir algo relacionado com a escrita. falta, falta talento, claro, mas ha criatividade e vontade de sobra. ha, tambem, uma maquina de escrever, que e milhoes melhor do que essa porra de computador. quel absurd, claro.

ra, ontem, tambem, cairam certas opinioes a respeito de amor de traicao. [barra maior, ouvir do seu namorado]. desiludida, encostei a cabeca no travesseiro decida a nao ter algum pensamento a respeito de um futuro com meu atual namorado. a gente chama isso de tristeza or something, eu chamo de velha gabriela. parar, claro, com essa mania de construir uma vida baseada nele. com tudo o que aconteceu no final de semana, cada um dos pedacinhos, agora curados e melhores, podem chegar a deixar de achar aquilo de 'homem da minha vida'? imaginem se isso acontecer? digamos, a historia de recife me deixou mais chateada do que a internet possibilita transparecer.

resultado: nao ha mais uma distancia fisica, mas, talvez, uma que seja contextual? oh flora. eu e ele somos de universos diferentes, no sentido de relacionamento, claro. me dispus a isso. continuo. ele vale, e a situacao? outro ponto pra voce.



vamos, vinicius, declare-se, que eu nao recebo um elogio ha meses.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

I really can't stay - Baby, it's cold outside
I've got to go away - Baby, it's cold out there
This evening has been - Been hoping that you'd drop in
So very nice - I'll hold your hands, they're just like
ice
My mother will start to worry - Beautiful what you're
hurry
And father will be pacing the floor - Listen to that
fireplace roar
So really I'd better scurry - Beautiful, please don't
hurry
Well, maybe just a half a drink more - put some
records on while I pour
And the neighbors might think - Baby it's bad out
there
Say, what's in this drink? - No cabs to be had out
there
I wish I knew how - Your eyes are like starlight now
To break the spell - I'll take your hat, your hair
looks swell
I ought to say no, no, no sir - Mind if I move in
closer?
At least I'm gonna say that I tried - What's the sense
of hurtin' my pride?
I really can't stay - Baby don't hold out
Baby but it's cold outside
I simply must go - but Baby it's cold outside
The answer is no - but baby, it's cold outside
The welcome has been - How lucky that you dropped in
So nice and warm - Look out that window, man that's
hard
My sister will be suspicious - Gosh, your lips look
delicious
My brother will be there at the door - Waves upon a
tropical shore
My maiden aunt's mind is vicious - Gosh, your lips are
delicious
Well maybe just a cigarette more - Oh, never such a
blizzard before
I've got to go home - Baby, you'll freeze out there
Say, lend me your coat - It's up to your knees out
there
You've really been grand - I thrill when you touch my
hand
But don't you see - How can you do this thing to me
There's bound to be talk tomorrow - Think of my
lifelong sorrow
At least there will be plenty implied - If you caught
pneumonia and died
I really can't stay - Get over that old lie



Para guardar no blog e deixá-lo com um tonzinho a mais de jazz melancólico de abandono. ;)

'A Aracy, minha mulher, Ara, pertence este livro'.

Em 2001, a Nova Fronteira pôs no mercado uma edição de "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa (1908-1967), que respeitava a insólita ortografia do autor, erroneamente "revisada" após a reforma ortográfica de 1971. A edição trouxe de volta pérolas como "dansar", grafada com "s", porque, para Rosa, a cedilha no "c" "prendia a palavra à linha", impedindo o movimento que o vocábulo deveria evocar.


Quem precisa de pais quando se tem a edição nova do 'Grande sertão: veredas'? Nesse ponto, eu poderia fazer lista das coisas que o livro substitui, mas não cabe, apenas.
Rá, adoro comemorações, datas importantes. Esses cinquenta anos levaram à exposição no Museu da Língua Portuguesa [e a tudo aquilo que chamaram, enquanto eu andava, de 'se divertir lendo Guimarães, nem para as poucas pessoas que conseguem isso, realmente']. Levaram, também, àquela noite de leitura com José Celso, Arnaldo Antunes e Mindlin [a qual eu, sinto em dizer, não pude ir]. Levou ao livro com dvd. Levou a todas as milhares de reportagens sobre Guimarães na Folha. Levou o Antônio Cândido a gravar um cedê com músicas do livro. [www.folha.com.br/063491]. Levou àquele monte de coisa no SESC do Carmo. Está me levando à Letras. Vai guiar meu TCC, provavelmente [sim, eu sou jedi e consigo relacionar Guimarães com publicidade].

Tá, não vem ao caso. Vem, sim, meu mapa de viagem. Hum, começando por Cordisburgo e vai, vai, vai até Canudos.
Nossa, eu conheci um rapaz que foi, e que ficou olhando a represa, putíssimo. Ria dele, na fila para 'O Homem I' [ai, parou.], amigo do Jannerson, acho, era aquele que cantava todas as músicas da peça e tá, por ter ido quatro vezes ou mais em cada episódio.
'Odeio essa maldita represa.' Aham, todos nós.

Por que a Aracy pegou os dois sobrenomes? Ah, never mind. Hoje é dia de Glauber Rocha: 'O Leão de sete cabeças', 'O dragão da maldade contra o santo guerreiro' e, claro, e de novo, 'Terra em Transe'. Hum, tudo isso é coleção, tá. A Gábe é tarada e ainda precisa do 'Corpo de Baile'.




Levanta as mãos!

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Hoje eu deveria apenas sorrir e cumprimentar umas cinco ou seis pessoas pela segunda fase conquistada da Fuvest; deveria deitar-me no sofá da sala com um pote de sorvete de chocolate enquanto assistia a terceira parte do 'Poderoso Chefão'; deveria ler um dos livros do Vinicius. Deveria render-me ao tédio gostoso de Batatais.

Mas não. Meu caráter temperamental não deixa e eu consigo ficar pior do que nunca, nesses dias. Comentei rapidamente com a Flora, hoje de manhã, em meio a novidades bem vindas, algo sobre o novo/velho problema. Não consigo, não consigo mais.
Vejo-me fraca e só uma, das pessoas de quem e esperaria, veio. O Raphael não demonstra interesse. Diz que me sente estranha, mas nada mais. Bleh, acostumei-me, quando meu avô morreu, a não esperar, a não sofrer. Forçadamente, desapeguei-me da sensação de que ele estaria sempre aí pra mim. A faculdade não deixa, ou mentira. O DAMED não deixa, ou não. Mais uma vez, imponho-me algo como um homem ocupado, sem tempo. Queria um bocado? Não, not anymore.
O problema aumenta enquanto ele não vem. Nada tinha a ver com ele. Agora tem? Não. Perco-me na vida a custa de aventuras. Tenho bebido e ficado até amanhecer andando pelas ruas. Não sinto peso, vem aquilo do que tenho passado aqui em casa, que não exponho. Vem aquilo que comentei com a Kika ontem, a respeito da falta de liberdade, e do sexo e a bebida terem se tornado algo tão meu que já não pesa.

Fortaleza virou uma disputa, agora, por direitos. Perco a reunião de planejamento. Perco vontade de falar. Afundo-me, a cada dia. Talvez seja isso o que afasta o Raphael. Maybe not, pensando que, se ele não ler o post, não fica sabendo de nada.
O Bruno disse que estou me desapegando, e que sente por isso. Disse, também, que o passado não deveria pesar tanto e que todos os dias na internet é chato. Não deveria ser, quando eu sentia arrepios nos braços a cada vez que ele entrava.

Ontem, na fazenda, vi que o pior era não saber o que ele estava fazendo naquele momento. Não, não por crise possessiva, mas pelo interesse enorme que tenho nele.
Há quantos meses, quantos meses sem carta? Quantos dias sem e-mails? Não fico online no msn, não quero esperá-lo mais. Saio, caminho, afundo-me em pensamentos. Meu relacionamento com ele? Discutimos algo e não temos perspectivas. Temos planos estabelecidos que me fazem sorrir, ainda.
Mas, não o sinto, não o sei, não o encontro. Sentir falta? Se fosse mais, afogaria-me em lágrimas.



É, eu tenho três datas no nosso relacionamento. Daqui a uns dias, seis meses sem você. Eu morro pensando no nosso amor. Que dá tudo certo, e que eu adoro meus ataques, sinto por você. Sempre me entreguei sem pensar, e que a saudade existe e, se vem, é tão triste, ver. Um jazz bonito, da mulher que adora e admira o homem, e que sabe ser fantástica, inteligente, fascinante, mas que não tem isso do amor. Agora? Um amigo em comum me receita um barman e te diz 'cuidado'.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

A piauí desse mês fala sobre Beatles. Depois, fui parar reparar em 'Fool on the hill' e em fotografias do Lennon. 'The fool on the hill sees the sun going down'. Sensação parecida por aqui, mesmo antes da formatura, com vontade de usar meu vestido curto vermelho, soltar meus recém cortados cabelos e não me importar em arrumá-los. 'Round, and round, and round, and round'. Quando foi que eu deixei de me importar? Quando foi que eu quis me esconder, novamente? O amargo, é culpa dele.

Hoje quis desistir de tudo. Organizei uma mala, escrevi uma carta e peguei uns dinheiros. Iria para Paraty, provavelmente e com toda a vontade do universo. Eram quatro horas da manhã quando desci as escadas e caminhei até a rodoviária. Parei no frio anormal da região do lago e olhei para baixo. Chutei alguma pedrinha para dentro da água calma e sentei-me. Esperei, esperei, esperei o sol nascer. Desisti, e não foi por ninguém. Foi por mim mesma. Que, eu fujo por mim e de todo mundo. Se fosse, não avisaria ninguém.
Como eu quis, ah, como eu quis..Como eu devia, ah, como eu devia.

Nada de 'chega mais perto' e de 'diga-me, ou faça cara de quem..'. O Vinicius me ligou um bocado de vezes e ficou em silêncio em mais de 15 minutos dos 20 de ligação. Não consegui entender os motivos dele, mas ele dizia para que eu cantasse, resmungasse, assobiasse qualquer canção. Não quis, e partilhei do silêncio.

Hoje, ajudei, claro. Cansei-me mais. Não sinto vontade de sair mas irei. Não quero, não quero.
'Quanta cachaça na minha dor'.


Começa, semana que vem, uma vida profissional. Chato, chato. Depois disso, sei que não paro. Como dedicar-me, além mar? Como, se o funil estreita e as brechas de tempo somem, engolidas pelo vapor?

terça-feira, dezembro 05, 2006

'é tudo uma total insensatez'

Tudo o que eu mais quero é livrar-me de computador e de ter que ficar mais de seis horas por dia sentada por aqui, finalizando e morrendo por não conseguir concentrar-me para escrever um maldito reflecon.
Engraçado como as pessoas da minha sala aparecem no msn com nicks de ameaças de morte à Motter e de ódio aos trabalhos finais.
Serão três meses longe daqui? Não, eu não consigo mais. Certamente volto apenas para pegar o Praça da Sé e ir caminhar pelo Viaduto do Chá.

Domingo foi dia de Denis. Foi dia de marcar algo no MIS, sobre cangaceiros e depois resolver ir até o Ibirapuera aproveitar o sol fechados na Oca. Conversar, andar muito. Ouvi-lo falando do que ele gosta, pensar em como ele tem razão ao dizer 'eu gosto de pessoas que gostam muito de coisas' e da cara dele ao ouvir-me chamando-o de pegator e fazer alguma careta. E de todas as tentativas de fotografias da noite paulistana. E de ouvir do que ele não gosta, das pessoas lerdas e burras. Depois, tirar conclusões sobre como acho divertido ele falando um bocado, contando traumas [além de superá-los] de medo de chuva e ouvindo-me reclamar da aracnofobia.
Descobri que quero ser como ele em certos aspectos, conseguindo enxergar layouts de propaganda em todos os quadros do univeso e falar sobre como o filme da calçada engraçada seria utilizado em algum comercial ou filme.

Ontem foi dia de Largo São Francisco e debate sobre mudanças na conjuntura política, com a Jandira do PCdoB, o Beluzo da CartaCapital, o João Paulo do MST, o Ivan Valente do PSOL e o destoante Paulo Nogueira. Eu boquiaberta e a Cãmi entediada. Patrícia apresentando um milhão de pessoas do DCE com as quais eu nunca tinha tido contato [é, maldita chapa grande], caderninho com todos os papéis do mundo enfiados, anotações, Sala dos Estudantes.
E ah, tudo isso. E ah, mova-se. E ah, eu vou ser tão maior. Tanta vontade.
Marca italiano, e Táli no msn, e Marcha Mundial das Mulheres. Vinicius ligando e vindo aqui às onze da noite com cinco livros no braço e uma cara de bêbado e correndo para encontrar a Juliana.

Hoje. Enrolação, corre-corre, nervosismo. Decidi, do nada, ir para Batatais amanhã mesmo. Volto para São Paulo lá pelo dia 13, creio. Fico e viajo para Praia Grande. E há planejamento.

Outra aflição. Acho que a mãe do Rapha não conversou com a minha. Tá, menos chances de vê-lo. Não sei mais o que fazer. São quantos meses, cinco? Queria poder pedir mais, tentar e tentar. E minha mãe com planos de se fechar na fazenda, coisa que eu, uma mocinha de 19 anos tarada por barulho, não gosta tanto.




É, Toquinho, só me resta você. Fica para a madrugada?

sexta-feira, dezembro 01, 2006

É. Se não fosse pelo Vinicius hoje, teria morrido de tédio.

Sabe, um daqueles dias que a gente tira com a máxima 'hoje eu descanso', mas na verdade, quase morre por não haver o que fazer? Pois foi o que houve por aqui.
Mas ele apareceu aqui em casa com um livro do Rubem Fonseca, uma garrafa de água quente com a cuia de chimarrão e um cedê do Max de Castro.
Claro, ele chegou revoltado com um bocado de coisas [como ele sempre aparece pra mim], resmungando e xingando milhares de pessoas. Olhei bem pra ele e foi um 'Cala a boca, Vinicius. Senta e fica quieto'. Ficamos, claro, duas horas discutindo política. Estranho fazer isso com ele, uma vez que a voz do rapaz assume proporções absurdas, o que sempre me faz quase desistir de discutir qualquer coisa com ele. Mas chega a ser divertido, ele quase não se move, apenas faz algum movimento com as mãos e grita, grita muito. Rá, engraçado.
Depois do chimarrão, tentamos, como raras vezes, falar de outra coisa. Falei um bocado do Rapha e ele do amor pela Juliana. Tentamos, depois, o assunto livros e tentei entender o por quê da combinação Fonseca+Castro. Ele mencionou que a música com o nome mais comprido ['A história da morena nua que abalou as estruturas do esplendro do carnaval'] era a minha cara. ['Rá, aonde, meu filho?'.] e que 'Agosto' soava a Gabriela. 'Você precisa associar as coisas melhor, meu caro'.
Foi-se há pouco.

[Tá. Nota estranha da minha mãe que acaba de me ligar. 'Ó filha, eu vou depositar uns cinquenta reais pro resto da semana.' 'Eita, mãe. É muito, põe menos.' 'Nah, vai comprar camisinha com o dinheiro.' 'Hein!?'].

Descanso, agora, depois da salvação do tédio. Quase final, só mais um reflecon, só mais um trabalho. Fim de filme, fim de provas. Batatais logo. Por longos três meses.



Aposto que, se eu fosse morena, eu ia ter milhares de músicas para mim. Droga, ser loira [ou quase] e branquela, é total chato. É, quando eu danço, acho, sinceramente, que lembro uma gringa que nunca se moveu.

quarta-feira, novembro 29, 2006

A proposta de ontem assustou-me mais do que pude demonstrar ao Rapha, por telefone.
Confesso que, com meus recém completados 19 anos, sou leiguíssima no assunto. E às vezes nem é culpa de ninguém, só minha mesmo, que ontem, pela primeira vez, consegui ter algo indescritível comigo mesma.

Bom, eu falo sobre sexo com qualquer pessoa e acho o assunto interessantíssimo. E as pessoas gostam de falar comigo sobre isso. Consigo fazer a Jéssica dissertar longos minutos e a Jollies perguntar como funciona alguma coisa. Olha que na minha casa, a minha formação nem se voltava tanto para isso. Há liberdade sim [apenas para tratar do assunto, é.] E digo que quase cresci achando que minha mãe havia casado virgem. Rá, pressões, pressões. Se não fossem os livros. O Kundera e a lista para tirar sarro da minha cara com livros e filmes que eu não poderia ver. Mas que vi, graças à existência dela.

Entretanto, depois de ontem tive sonhos sobre pessoas demais em um lugar só. Olhava para a Kika e percebia que, apesar da curiosidade, não havia uma vontade maior do que a que eu sinto pelo Rapha. Bom, pelo histórico, se eu gostasse de mulher, talvez tivesse um bom número disponível para escolha.
Essa história da Kika é complicada. Algo de melhor amiga perdeu-se quando ela fez uma espécie de declaração semi-esperada, enquanto eu já estava com uma certeza a respeito do Raphael e nem saberia pensar sobre o assunto. Devo tê-lo feito há um tempo já, quando aquela ruiva colocou um papel no meu bolso de trás da calça jeans. Nada, nenhuma vontade, nenhum tesão, nada. E aquela frase brega, chavão, clichê: 'Eu gosto é de homem'. E, um 'oh ié, mon dieu' pro meu namorado.

Assim, é culpa do livro e do dia de ontem.
Agora, não havendo aulas e como eu não acordei pensando em sexo hoje, melhor estudar para o italiano, fazer esse trabalho maldito de fim de semestre e estudar para o Mick Jagger.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Eu sou tão legal, mas tão legal, que se não fosse por mim, a chapa nem teria votos na ECA.
Na verdade, eu acho que é porquê eu falo demais. Ou não.

E, por culpa do calor e do banho de água fria de meia hora, paro na frente do computador, sem movimento algum. Acho que, começar, trabalho, manifesto, pensar em manifestações novas. Se eu animo, han, dá algo errado.

Rá, e nunca mais rola um 'eu te amo', que eu sou namoradinha/caso/ficante/rolo, né. Algo sério demais, fica feio.





Um beijo da Olga Benário.

segunda-feira, novembro 20, 2006

É estranho pensar em como passamos a acreditar em pseudo-premonições quando moramos longe de casa. Ou mesmo longe de qualquer pessoa que faça parte do querer-bem. Daí, pensei mesmo que fazer uma lista sobre as pessoas com quem já sonhei algo ruim e pensei em pegar um ônibus naquela direção.
Ontem, enquanto estava na cachaçaria, ouvindo alguém tocando Cordel, olhei pro lado e pensei no Rapha. Dessa vez, não foi uma vontade de ligar para ver se ele estava bem, foi de ligar por uma sensação mais forte, daquelas que causam tonturas. Procurei meu celular na bolsa e vi que o havia esquecido. Murmurei, então, para mim mesma, tudo o que eu queria dizer. Fechei os olhos e sorri quando vi a Bud voltando do banheiro.
Quando cheguei em casa, reli um bocado de e-mails antigos dele. Havia um sobre o Dragão do Mar, e um sobre um domingo, e um sobre confusões. Estranho, classificar escritos de março, abril, maio como antigos. Deveria classificar pensamentos de quatro anos atrás como antigos.
Sabe que hoje fiquei com aquela pergunta, o 'quem diria', de novo na cabeça.

Rá, deveria parar com o Chris Isaak, e toda a diversidade de músicas dele. Mesmo que, o estranho - ou não - seja o fato de haver um tema quase comum. Como o Zé disse? De 'I love but I don't give a fuck'. Ou 'I love you, but I don't want it'.

Diversão, claro. Saudades do Zé. Semi-eliminadas.

sábado, novembro 11, 2006

non te ne préoccupe pas. comme tu faite toujours.

O Peão posta Cortazár e eu recebo um 'boa noite' quando quis ouvir a voz dele.
De todas as vezes em que eu me apoiei nas meninas, ontem talvez tenha sido a mais forte. Engraçado, ouvir a Cãmi comentando alguma coisa sobre força e convicção deixou-me kinda torta. Confesso que fiquei sem saber que ação tomar.
Houve um ponto cego de sorte quando a Thais me ligou, dizendo que a chave do portão não funcionava e quando ela, finalmente, chegou aqui no apartamento.

Agora, sento-me no escuro, por raiva do sol que não se decide. Ficava pensando no filme de ontem, e em como o Almodóvar me surpreende, e em como eu tenho me esquecido. De tanta coisa, para dizer a verdade. Tenho apenas dó de mim mesma [e das meninas, claro]. De todas as minhas fugas forçadas, nada funciona. Ainda soa à Billie Holliday e pretendo livrar-me disso. Fugi de casa a semana toda. Desligo o computador para livrar-me durante uma semana de toda a espera e saudade.
Pobre moça, ainda tem um tom artificial daquele sumiço forçado que a Ana mencionou.

São festas todos os dias. Volto, hoje percebo com toda força, ao que fui enquanto namorei o Théo e o Vinicius. Rá, este último? Irritam-me as frases soltas de 'eu sou louco por você', 'volta pra mim', 'eu mudei'. Percebam-me, senhoras e senhores, certas pessoas não mudam. Apenas tenho vontade de responder com um 'só se eu puder beijar alguém na sua frente. hijo de puta'. Não digo nada. Não sinto pena. Talvez até queira fazê-lo sofrer. Alguém me disse que isso só funcionaria com uma esperança [claro, é a inimiga humana]. Sinto em desapontar, não funciona enquanto se tem certos sentimentos por outra pessoa.

Conheço pessoas tristes e uma delas, o Bruno, mencionou que fico bonita assim. Olhei pra baixo e ele viu alguma coisa. 'Não. Você fica mais bonita falando, dissertando, gritando, rindo. A tristeza é fascinante no seu rosto, mas o sorriso talvez seja melhor'. Depois, mencionou o 'não desaponta quem te vive'. Espirrei nessa parte e perdi a concentração da conversa, deixando-o sozinho no bar. Como sempre.

Toda a passividade, mon dieu. Forçando crenças na distância.

quinta-feira, novembro 09, 2006

O corte da lâmina de barbear não havia sido pequeno. Parou para olhar o sangue, que agora caminhava com a água e manchava os azulejos brancos do banheiro. O tédio fizera parte do seu dia, e observar aquele líquido vermelho compunha um verdadeiro acontecimento. Pensou que nunca mais rasparia as pernas novamente, resolvendo optar pela dor da cera de depilação.

Saiu do banho e enxugou-se, lentamente, ainda com a atenção voltada para os sangue que agora secava em seus pés. Abriu o armariozinho do banheiro e pegou band-aids. Caminhou para fora do banheiro e sentou-se, nua, na cama. Encostou a cabeça em um joelho e fez, lentamente, os curativos nas pernas. 'Estabanada'. Viu que a janela estava aberta, e que o velho do prédio ao lado a observava, satisfeito. Levantou-se, injuriada, mostrou a língua e fechou as cortinas.

A preguiça para trocar de roupa era maior, o que fez com que ela colocasse apenas uma calcinha e desistisse de algo mais, afinal, o ar parava com tanto calor. Deitou-se na cama e fitou o teto branco. Claro que a demora de alguma palavra dele já havia se tornado insuportável. Não quis acreditar que chorava e enxugou as lágrimas violentamente. 'Ele não me merece'. Passara a semana toda repetindo por quês e não havia tido resposta alguma. As duas mais constantes perguntas repetiam as palavras valor e desgaste. Achava que o pior de tudo era continuar acreditando que era linda, inteligente e fantástica. Isso não bastava?
Virou-se e quis suforcar-se no travesseiro, sentindo apenas o gosto salgado das lágrimas que ainda teimavam em cair.

Algum impulso de raiva, dor e cansaço e o grito de 'chega' a fez levantar-se e colocar um vestido preto, aquele com a fenda. Cobriu os olhos com lápis escuro, a boca com algum batom forte e soltou os cabelos. Sairia sozinha. Cansara-se de esperar por ele, cansara-se de dor, cansara-se de descaso e negligência.

Abriu a porta do apartamento com força e decidiu descer os cinco andares de escada.
Enquanto descia lentamente os degraus e balançava os cabelos com desantenção, tropeçou em alguma coisa. Alguma coisa, não. Em alguém. Um rapaz que lia alguns papéis repletos de escritos à mão.

- Nossa, ai, desculpa, eu não te vi aí - dizia, rapidamente, enquanto mexia os braços em movimentos repetidos.
- Não, imagine. Tudo bem.
- Ah, machucou? Nossa, que desastrada.
- Mas, claro que não. E quem me dera que um belo par de pernas como esse tropeçasse em mim todos os dias.

Ficou desconcertada. A última coisa que esperava naqueles dias era um elogio. Não conseguiu dizer nada.

- Poderia me dizer qual é seu nome?
- Ah, ahn. Claro.
- E, qual é?
- Ah, desculpa. Cecília.
- Prazer, Gustavo - disse, enquanto apertavam as mãos.

Ela não saberia como se portar diante daquilo. Deixara de perceber outras pessoas por causa dele e até mesmo a evitar e desgostar de cantadas. Repensou e viu que, no fundo, não passava de auto-anulação.

- Então, eu estava aqui lendo alguma coisa, mas a atenção foi cortada e, sabe como é, né. Quer, erm, tomar um café ou algo assim?
- Ah, descul.. - e cortou a palavra antes de terminar. O que estava fazendo? Conheça o rapaz, saia com ele, distraia-se, esqueça-o - ah, claro!
- Que bom, que bom. Tem um barzinho aqui perto muito bom.
- Claro, vamos, sim.

Desceram as escadas e sairam pela rua. Ela não sabia o que estava fazendo, ainda, apenas coninuava a andar. Sentia raiva, vontade de fazer algo que o fizesse reparar nela, perceber que nem tudo era tão garantido como ele imaginava.
Talvez até fosse, e ela sentia ódio pelo amor que não conseguia fazer diminuir. No bar com o recém-conhecido Gustavo, não cortou as indiretas, deu o telefone e não teve peso na consciência. Quis estar em casa e ter alguém que ligasse para ela, mesmo sabendo que iria, imediatamente, negar qualquer convite que permitisse um avanço maior do que uma saída como amigos.

Deixou que ele beijasse sua mão e entrou no apartamento, sorrindo por ainda ser interessante para alguém. Não sentia-se mais feia e esquecida. Deitou, novamente de calcinha, em sua cama e não ouviu quando ele chegou e deitou ao seu lado, sem dizer uma palavra sequer. Virou de costas e sentiu que ele percebeu algo errado.
Sua maior satisfação foi tirar as mãos dele de sua cintura.

- Estou cansada agora. Quero dormir.

sexta-feira, novembro 03, 2006

É sempre assim. Eu acabo dando um soco e depois parando pra pensar.


Acabei acordando ontem depois de ter dormido durante 12 horas. Pensei no quanto estava cansada e no quanto eu deveria parar com certas coisas, como ficar saindo durante a semana ou dormir com meninas que falam tanto quanto eu.
Depois do almoço, parei na Teodoro em uma tentativa diferente de pegar um ônibus ao invés de um metrô para ir à Paulista.Optei, logo em seguida, pelo mais rápido e subi até a estação, encontrando a Cãmi já há 15 minutos esperando.

Dani e Du logo depois. Comprar ingresso para o filme. Dani e Du almoçando. Esperar a Mupy chegar.
O divertido foi, quase saindo do Center 3, a Dani dizer algo sobre como estava escuro do lado de fora. 'Vou lá pegar guarda-chuva'. É. Chovia como eu nunca havia visto ao andar pela rua. Sandálias acabadas, tênis encharcados, todo mundo rindo e gritando como boas ecanas+mackenzista.
Até o CineSesc foi uma odisséia. Mas entrar no cinema e ver aquele piano na elevação perto da tela fez todo mundo se animar. 'Histórias tenebrosas', filme alemão, mudo, de 1919. O homem do piano [Paulo Braga, improvisando de acordo com as imagens, claro.] sentou-se e a tela mostrou algo sobre o filme, sobre censura e sobre partes perdidas. Foi um dos filmes mais interessantes que eu já vi em toda minha vida e digo sem pestanejar. Ah, além de tudo? Irônico. Muito. A platéia ria um bocado e o filme tinha certos efeitos absurdos [mas que a gente ainda defende pela época de filmagem].

Ah, como ele começa? Um homem louco em um sebo, manda todo mundo do local embora e fica pulando pulando, apagando a luz logo em seguida. Os três quadros, claro, movem-se: uma mulher [estranha, estranha e estranha], um homem muito alto e muito magro e um outro mais gordinho. Claro, vestidos como mortos or something. Then, folheiam os livros e é quando os contos são mostrados. São cinco. 'A aparição', 'A mão', 'O Gato Preto' [sim, esse mesmo], 'O clube dos suicídas' ['morreu de susto' ;p] e 'A Assombração'.
Experiências únicas, eu pensava quando o filme acabou e aplaudimos o pianista em pé.
Outra coisa? um dos atores do filme é Conrad Veidt. Isso, ele mesmo, do Casablanca.

Depois. Casa da Dani, caipirinha de saquê, pizza e, obviamente, conversas sobre sexo. Tarde para mocinhas irem sozinhas para casa, a Cãmi dormiu aqui. Das 22:00 às 3:00. Eu nunca havia conversando tanto com ela e sobre tanto e tudo o mais. Certa de que ela é impressionante.
Just now, ela levantou antes de mim, arrumou a cama e foi embora..

Segundo ela, eu preciso arranjar algo que fazer.
Claro, além de ler, textos da faculdade e trabalhos.
Arrume um empregou ou prostitua-se.

terça-feira, outubro 31, 2006

Meu avô faleceu.

Eu juro que tentei não esperar por carinho.
Recebi algo, palavras do Luquinhas de Batatais [parte estranha do dia], mensagens, um telegrama e um telefonema do Bruno.
Toda a força que existe exala do meu corpo, em um sorriso ou em uma piada infame. Mas aquele nó na garganta, com vontade constante de chorar, fica. Esperei uma resposta de e-mail, esperei um telefonema, esperei presença [que eu tive quando tomei uma iniciativa].

Há a falta de tempo de todo mundo e eu não sei discutir, muito menos sinto vontade para tal. Não quero me mover e ainda tenho forças para abrir dois livros grossos de xerox da faculdade. A conta de telefone me preocupa e eu não ligo mais. Minha mãe fez uma piada no telefone, depois que o pai dela morreu. A Thais me fez ficar com dores na barriga de rir da cara que ela fez quando viu minha cueca, ontem. A aula do Leandro fez-me bem. O calor do ônibus tirou tudo o que eu estava montando de ânimo para o dia.


Ainda há a esperança de me divertir no Zeca Baleiro hoje. Mas há uma maior vontade de me esconder até que ele se mova para me procurar.

sábado, outubro 28, 2006

Acabei por quase perder a paciência quando a Mupy me ligou às 6:20 da manhã, dizendo que viria pra cá. Deitei e dormi por uma hora, quando o interfone gritou alguma coisa. Ela subiu, com uma cara inconfundível de fim de festa. Disse para ela limpar o lápis dos olhos e fiz um pouco de café. Acho que ela está apaixonada.
Não nego contentação, claro. Gosto disso, depois de ter ouvido enquanto ela reclamava por achar que nunca encontraria alguém.

Mais tarde, ahn, pinacoteca e tal. A meta por lá era ver o conjunto do León Ferrari que, claro, defino toscamente em uma palavra: impressionante. De toda a inteligência dele, impressionou-me a força e as respostas. Gosto imensamente de coisas parecidas, como o que o José Celso ou o Cordel fazem.
Havia, também, uma exposição com fotografias de sertanejos e do nordeste. Enquanto o namorado da Dani seguia em um raciocínio prático, eu continuava enrolando-me na religião e nas explicações dela. Or not.
Almoço no mercado municipal e caminhada de volta para o metrô.

Longos vinte minutos de cansaço e vontade de hibernar. Não feito ao chegar em casa, quando deparei-me com uma carta do Rapha debaixo da porta, escrita em inícios de agosto. Pensei se ele precisava de mim como disse há dois meses.
O começo de resposta fez-me ver que eu não aguardo réplicas, mais. Foi um costume criado em um tempo longo de espera.
Tentei entreter-me colando alguma coisa na caixa em que guardo as coisas relacionadas a ele. Há anos eu não sujava as mãos de cola pré-escolar e não ria ao cortar alguma coisa com uma tesoura. Bleh. Sem tristezinhas criadas por ligar tudo ao que meu avô tem ou ao tempo que não leio algo que me fizesse sorrir.


Julguei-me maior que tudo isso. E ri de algum programa na televisão.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Quando eu só tirei o dia para deitar na cama e olhar o céu azul, pela raridade de acontecimentos do tipo em São Paulo; coloquei os fones e havia o cedê daquele filme divertido com músicas que, provavelmente, ninguém mais escuta. Com 'what would I give for just a few moments' e afins. Tocava 'That's the way' também.

Fiz, pelo amortecimento causado por uma série de tiny little things. O dia regado à cerveja de ontem, todas as discussões no bar/padaria da Fradique, as perguntas sobre mulheres para o rapaz que servia mesas. O anoitecer com alguma música interessante, o pub e o garçom. Mainly, o senhor que foi dar a aula de hoje. Fiquei incomodada pela linha de raciocínio cética dele. Claro, acabo de sentir o que era de verdade e de começar a defender uma posição sobre o assunto majoritário nas aulas do Waldenyr. Ou não.

Han, incapacidade mental chega a dar dó.

Segurando, até. As usual. Eu só quero discutir e aquela coisa sobre a qual queríamos conversar ontem.Minha mãe começa a desistir de janeiro. Eu começo a desacreditar.Sabe aquela sensação de desmoronamento, paulatino, latente?

Weird. Vontade de morrer. Just now and for a second.

segunda-feira, outubro 23, 2006

apática.

Oh ié and that's it.
Ai esse sol me desanima tanto.

Pra quem não pega teores irônicos.

sábado, outubro 21, 2006

Eu não entendi mais nada.

Hoje foi dia de conhecer a Flora.
Encontramo-nos à 13:30 na escadaria do Objetivo da Paulista. Mal cheguei e ela me reconheceu, vindo e falando um oi que me acalmou um bocado.
Da Paulista, andamos até o Ibirapuera. Durante o caminho? Nenhuma das duas calou a boca. E, sinceramente, foi impressionante o modo como acabei sentindo-me à vontade para falar. E sobre tudo.
Do parque, ficamos andando um bocado, e demos uma volta antes de ir de fato para o prédio da Bienal.
Para marco, à qual não prestei muita atenção, era uma pessoa nova falando e falando, e a Bienal fica um bom tempo por lá.
Depois disso e da coca-cola, sentamono-s em algum banco no meio do parque. E falamos mais e mais. Ainda sobre tanta coisa que não imaginei contar, ou ouvir. Ainda sobre o maior assunto em comum, que é meu atual namorado. O estranho era sentir-me como velha amiga dela, tamanho o sentimento de liberdade por lá.

Torci o nariz para uma associação de acontecimentos que fazia, depois que peguei o ônibus de volta para casa. Não entendi uma série de coisas que aconteceram ao mesmo tempo, ou a facilidade.
Senti uma vontade imensa de ter vivido mais com o Rapha. De ser maior e como sempre.
Eu quis, novamente, saber discutir e ser inteligente.

De resultado? Quis ser um fato lembrado. E a Flora é uma pessoa fascinante. De verdade.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Acho que vou ficar doente de novo.
Mas de gripebarradordegargantebarradoresnocorpo.
É, depois que a Mari ligou e mencionou que eu podia ter pêgo o tal do rotavírus, ficou tudo mais claro. E um pouco mais dolorido.
Dolorido? É manha, actually. Nada como morar sozinha e choramingar para seja lá quem aparecer dando uma palavra de apoio.
Isso sim é besteira. 'Ai socorro, eu tô morrendo', ou algo parecido.

Hum. Eu descobri que o Blen Blen é todo bonitinho para abrigar o tal do Baile do Baleiro. Vai ser um divertido dia 31, repleto de tentativas de esquecer o Cordel que eu perdi.

Daí, eu reli o que escrevi e é tudo tão confuso. Talvez algum dia eu consiga justificar escritas estranhas com personalidade temperamental. Just to good to be true, right now.
Tá. Do dia? Eu e a Dani passando mal de rir da piada do Waldenyr sobre a Assolan e o Bombril ['assolando o império do bombril], enquanto ninguém achava a menor graça. Teve eu escorregando na alça de alguma mochila e quase caindo no meio de uma sala de 50 alunos. Tá, levei tapinha no ombro do professor, enquanto ele murmurava 'boa'.
Ah. Tem o Juanito, tentativas de viajar, Mari em janeiro e Lih reclamando que o rapazinho mora longe [por morar em São Bernardo]. 'Lih, você não tem noção de distância. O que você sente de saudade em cinco dias, eu sinto em dois minutos.' Ela respondia que havia uma certa falta de sentido no que eu havia dito. 'Nah, nem tanta. Pega um ônibus, vai até lá e pega na mão dele. Só.'




Que vontade de murmurar paixão e pornografias ao ouvido, para variar e esquecer que o faço para o teto ou para telas de computador.
Oh ié. Logo, logo.

nonada.

domingo, outubro 15, 2006

_carlos 'there is no spoon... diz:
abri e msn... e vi vc online... ae kis desabafar... naum falei nda ainda pra ng...


Quando eu percebo que alguém gosta de vir conversar comigo, eu fico bem feliz. Talvez tenha sido pelo ocorrido de ontem, sobre a Jollies chorar em silêncio, agarrada ao meu braço com uma força sofrida. Perguntei o que ela tinha, mas ela sacodia a cabeça e continuava a chorar aos soluços. Pensei em perguntar de novo, mas, pela primeira vez em um ano, não me senti a vontade. Percebi que não éramos como antes e que nem poderíamos ser.
Bobagens, Gabriela. Poderiam ser, sim. Você deve tê-la perdido em algum ponto egocêntrico seu. Dei ela para uma menina de 17 anos, cuja imaturidade me incomoda, ainda. Para outra de mesma idade, mas com cabeça para crises de ciúmes enquanto segue o namorado de carro pela cidade. Hum, frases que denotam sentido de mãe? Não, seria o sentido de 10 anos de amizade? Qual a razão da minha paixão por ela?