Havia o Cinema Independente ontem, na ECA, como uma das programações para a Semana dos Bixos. Ah, claro que eu acreditei em tudo e ainda pedi para a Dani e a Jé pararem de xingar a tal da Val de 'puta'. Quando vi todo mundo em uma espécie de empurra-empurra e gritando 'bixo paga breja', além das pessoas em cima da mesa do auditório, que eu me dei conta da armação. Cantando também, fui rindo até não poder mais para o meio do pessoal e descobri que aqueles quatro da palestra eram formados em audiovisual e em artes cênicas.
É, a USP forma pessoas criativas elevado ao milhão; pelo menos.
Then, vi se conseguia pegar o máximo de optativas possível, ocupar-me. Cheguei a cambalear em relação a essa decisão minha ao chegar em casa ontem, dobrando as pernas com um cansaço absurdo. Não, as aulas serão à noite, tenho tempo para dormir, tenho tempo nos finais de semana. Bleh, perder FFLCH com as Sociais e movimentação política, no way.
Hum, bandejão, descobrir a biblioteca do Instituto de Psicologia e deparar-me com o Roberto Freire do Raphael e da mocinha dele.
Churrasco dos Bixos na prainha. E, tá, 'vou entrar no CALC, tá aberto, porra'. Oi Luiz, oi Guilherme. Ao contrário do que o Rafa dizia, eles não são chatos ou foram menos simpáticos por eu fazer Publicidade. De lá, fui entregar-me à Aline, mocinha de Biblioteconomia que está no segundo ano e tem todo um histórico de lutas em razão das complicações geradas há uns dois anos no cursinho da Poli. Falamos, muito. Inclusive, meu desabafo por culpa do DCE atual, da UNE+UJS+Kizomba [é, kizomba, por que não?].
Latter, achando que não rolava nada além das conversas, sentei-me para uma partida de buraco. Nem tanto, Aline veio chamar-nos [eu e um bixo, o Alê] para a reforma do canil. Fomos, de bom grado, [ando abandonando as cartas].
Havia uma quantidade muito grande de entulho, pedras, terra, sujeira ao fundo do canil; e uma pequena quantidade de pessoas trabalhando. Paulinho é da minha altura, com cabelos até os ombros, ao estilo feminino chanel, pretos. Há uma barba que cobre o maxilar. E ele fala, sempre todo animado, sempre com vontade, movendo-se muito, olhando nos olhos fixamente. Deu-me uma sensação de segurança; no meio de todas as pessoas, ele era como o líder ou o que segura as pontas. Sorri e comecei a ajudar. Mesmo com a chuva.
Vi mais do Paulinho quando um pessoal da Sociais foi até lá, pelo CA deles, da gestão Calabar. Paulinho falou sobre a reforma que o Milanesi aprovou na ECA sem consultar o CALC, Atlética, Canil; pedindo um projeto da FAU [é, com um professor e três alunos abrange-se a FAU toda]; falou sobre Universidade Shopping, falou sobre a necessidade de fortalecimento do Movimento Estudantil em rumo a seriedade na ECA. Todas as pessoas ficavam sorrindo, sentindo-se bem. Acho que era o tom da voz.
Pedras, novamente; até que uma tal de Patrícia parasse todo mundo e analisasse tudo aquilo melhor. Manualmente, o monte de entulho não some. Nivelar, passar algo; seguindo os conselhos de um homem da USP Recicla que ajudava o CALC por lá.
No meio de tudo isso, Tom. Tom é alto, cabelos enrolados curtos, olhos vivos, e é daquele tipo de pessoa que te abraça no primeiro momento que te vê; como quando nos apresentamos a ele, dizendo boas vindas a mim e ao Alê. Rendi-me a uma conversa sobre a situação do Oficina com o muro do Silvio Santos. 'Agora há um muro de aço com concreto armado'. Tudo isso que o Silvio Santos faz é contra a lei, já que há uma limiar que proíbe qualquer construção a menos de um metro e meio do teatro. Aquilo é tombado, é história, é uma das contruções que eu mais gosto em São Paulo.
Com os sentimentos anarquistas de Tom, há uma idéia de pichar o muro depois da apresentação, no domingo. Tudo, claro, com o apoio do José Celso e do Uzina Uzona.
Muito o que falar sobre as pessoas, ainda, e sobre a revolta que fez com que Tom tirasse a roupa.
Ah, ECA. Oras, agora, fico contente, que no meu blog não há espaço para as minhas aflições internas.
Fico contente mesmo?
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
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