sexta-feira, março 16, 2007

ahn, é bizarro, actually.

quarta-feira, março 14, 2007

He was not here.
A coisa que a gente mais odeia é: mocinha número um gosta de mocinho número um. Mocinho número um não gosta de mocinha número um. Mocinho número dois gosta de mocinha número um. Mocinha número um não gosta de mocinho número dois.

Ah bleh. Leis da natureza, leis irreversíveis não importa o que aconteça. O que é engraçado, para falar a verdade. Um corre-corre bem digno de Quadrilha e Drummond.

Que nem a fotografia do corredor da graduação.
Que nem a sensação da maconha.

sábado, março 10, 2007

O Thiago me deu carona ontem. Ele, ex-namorado do Alê. Falou-me sobre todos os seus relacionamentos aproveitando a lentidão das 19:00. Falei-lhe, também, sobre os meus. Ele, rá, é divertidíssimo. E, olha, usamos o tempo no trânsito para nos conhecermos.

Sem FestECA, rendi-me ao 'Assédio' e a alguma Heinekein. Sozinha, escrevi. A carta dele tomou proporções cansativas pela quantidade de páginas.

Hoje eu não soube as razões da dor de cabeça. Ela começou devagar, toda vez que eu abaixava e ficava meio com ela pra baixo, havia algo martelando no ritmo do coração, perto da nuca. E, por levantar-me rápido, ela percorria toda a cabeça de forma lenta, fazendo-me fechar os olhos com força e resmungar alguma coisa.
Enquanto passavam as horas, ela aumentava e tomava conta de qualquer lugar possível. Fiquei impossibilitade de sequer olhar para cima. A dor era insuportável. Achei que precisava comer e desci a Teodoro em busca de comida de verdade. Nem muita melhora, enquanto a subia de volta e quase sentava no chão de tamanho incômodo.
São, hmm, 21:36 e ela não passou. Li todos os textos possíveis, fugindo do Kotler, e ela não passou. Houve, claro, o amortecimento pós-álcool, mas de volta a dor.

Hoje, chego à conclusão que não sou dramática e que estou morrendo. [altíssimo teor irônico].

A Line me chamou para o 'Outs' e o Marcello para um almoço na casa dele, amanhã. Quem não vou a nada disso por culpa da doença e da limpeza no apartamento e de estudar?


God damn it. O período de reclusão torna-se verdadeiro.
Oh yeah, I touch myself.

quinta-feira, março 08, 2007

dia internacional da mulher.

Dia internacional da mulher me lembra Raphael, me lembra machismo, me lembra fábrica+explosão. E, a partir de agora, vai me lembrar dia de bala de borracha nas costas.

Tá, maré de sorte e outras coisas mais.
Para começar, o lado divertido foi que tenho conseguido certas coisas. A bolsa de iniciação científica relacionada com imagens e publicidade e uma mulher da Ogilvy ligando, com interesse no meu currículo para receber uma boa quantia em dinheiro.

Mas, tem que ter o lado bizarro. Claro que eu fui até a Paulista dar uma olhada nas manifestações anti-Bush e pró-feminismo. Com o anarquismo do Tom, cantei um bocado e gritei e tal, mesmo sem entender tudo isso. Quando vai, a gritaria aumenta, policiais e manifestantes começam a se agredir e, tadã! Levo uma bala de borracha bem no lugar de um dos rins.
A dor, deuses. Corri com as mãos nas costas, desesperada, para longe da multidão. Sentei-me na calçada e curvei-me de dor. O resto dos meninos veio correndo e um deles sangrava no braço, foi atingido por uma pedra. Nossa. Fazia quase um mês que eu não sentia nenhuma dor corporal parecida com essa.
Tentamos tirar o Tom do meio da briga e fomos até um carro para tentar ir para a casa de alguém. Gelo, curativos e uma marca bem vermelha/roxa/verde nas costas. Nem ao menos parei para pensar em tudo isso, no sentimento de revolta que tomou conta de mim enquanto sentia-me parte da multidão. Parecia que todos os problemas de todas as pessoas saiam, vomitados, através dos timbres das 6000 vozes. A sensação era de, pela primeira vez, sentir uma revolta. Mesmo que tenha sido feita por uma maioria de classe média..

A bala de borracha torna-se uma lembrança, uma marca do que o envolvimento com os movimentos estudantil e social podem me trazer.
E, querem saber, um arrepio de satisfação toma conta do meu corpo.

sábado, março 03, 2007

minha honey, baby.

'telefone não basta ao desejo, o que mais invejo é o que não vejo.'

e

'o que importa,é que já não me importa, o que importa, é que ninguém bateu em minha porta, é que ninguém morreu, ninguém morreu por mim.'



E isso e pronto e acabou. Novamente, há cartas e cartas por aqui. Mas não seriam correspondências, anyway, no sentido real da palavra. Eu tenho ciúmes [eu tenho crises absurdas por ciúmes], eu sou assaz insegura. Claro, há o mínimo interesse por alguma mulher [hum, inocente?], alguma vontade, um olhar. No meio em que ele está agora, qualquer uma é melhor do que a pobre mocinha do interior que não sabe conversar nem como funciona uma série de coisas. Há uma facilidade no depois, para ele, que não viria mais e esperaria. Para mim, não. Que, como disse o rapaz, destruo certas coisas por outras. Sorry, anyway.

Deixaram-me um livro na portaria do prédio com a seguinte frase na segunda folha: 'Para ela'. Há paixões flutuando e, rá. Ri do livro, 'Travessuras da menina má'. Who tha hell?

Por mim, largaria a faculdade pelo amor à arte, à escrita, à poesia. Para escrever e só, já que o meu forte [e único] é o apego as emoções, sentimentos, momentozinhos quaisquer.



Pretty woman, yeah yeah yeah; Pretty Woman, look my way; Pretty woman, say you'll stay with meeeee.

Oh, Roy Orbison.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

I'm in for the fall? Han?

Havia o Cinema Independente ontem, na ECA, como uma das programações para a Semana dos Bixos. Ah, claro que eu acreditei em tudo e ainda pedi para a Dani e a Jé pararem de xingar a tal da Val de 'puta'. Quando vi todo mundo em uma espécie de empurra-empurra e gritando 'bixo paga breja', além das pessoas em cima da mesa do auditório, que eu me dei conta da armação. Cantando também, fui rindo até não poder mais para o meio do pessoal e descobri que aqueles quatro da palestra eram formados em audiovisual e em artes cênicas.
É, a USP forma pessoas criativas elevado ao milhão; pelo menos.

Then, vi se conseguia pegar o máximo de optativas possível, ocupar-me. Cheguei a cambalear em relação a essa decisão minha ao chegar em casa ontem, dobrando as pernas com um cansaço absurdo. Não, as aulas serão à noite, tenho tempo para dormir, tenho tempo nos finais de semana. Bleh, perder FFLCH com as Sociais e movimentação política, no way.

Hum, bandejão, descobrir a biblioteca do Instituto de Psicologia e deparar-me com o Roberto Freire do Raphael e da mocinha dele.

Churrasco dos Bixos na prainha. E, tá, 'vou entrar no CALC, tá aberto, porra'. Oi Luiz, oi Guilherme. Ao contrário do que o Rafa dizia, eles não são chatos ou foram menos simpáticos por eu fazer Publicidade. De lá, fui entregar-me à Aline, mocinha de Biblioteconomia que está no segundo ano e tem todo um histórico de lutas em razão das complicações geradas há uns dois anos no cursinho da Poli. Falamos, muito. Inclusive, meu desabafo por culpa do DCE atual, da UNE+UJS+Kizomba [é, kizomba, por que não?].
Latter, achando que não rolava nada além das conversas, sentei-me para uma partida de buraco. Nem tanto, Aline veio chamar-nos [eu e um bixo, o Alê] para a reforma do canil. Fomos, de bom grado, [ando abandonando as cartas].

Havia uma quantidade muito grande de entulho, pedras, terra, sujeira ao fundo do canil; e uma pequena quantidade de pessoas trabalhando. Paulinho é da minha altura, com cabelos até os ombros, ao estilo feminino chanel, pretos. Há uma barba que cobre o maxilar. E ele fala, sempre todo animado, sempre com vontade, movendo-se muito, olhando nos olhos fixamente. Deu-me uma sensação de segurança; no meio de todas as pessoas, ele era como o líder ou o que segura as pontas. Sorri e comecei a ajudar. Mesmo com a chuva.
Vi mais do Paulinho quando um pessoal da Sociais foi até lá, pelo CA deles, da gestão Calabar. Paulinho falou sobre a reforma que o Milanesi aprovou na ECA sem consultar o CALC, Atlética, Canil; pedindo um projeto da FAU [é, com um professor e três alunos abrange-se a FAU toda]; falou sobre Universidade Shopping, falou sobre a necessidade de fortalecimento do Movimento Estudantil em rumo a seriedade na ECA. Todas as pessoas ficavam sorrindo, sentindo-se bem. Acho que era o tom da voz.

Pedras, novamente; até que uma tal de Patrícia parasse todo mundo e analisasse tudo aquilo melhor. Manualmente, o monte de entulho não some. Nivelar, passar algo; seguindo os conselhos de um homem da USP Recicla que ajudava o CALC por lá.

No meio de tudo isso, Tom. Tom é alto, cabelos enrolados curtos, olhos vivos, e é daquele tipo de pessoa que te abraça no primeiro momento que te vê; como quando nos apresentamos a ele, dizendo boas vindas a mim e ao Alê. Rendi-me a uma conversa sobre a situação do Oficina com o muro do Silvio Santos. 'Agora há um muro de aço com concreto armado'. Tudo isso que o Silvio Santos faz é contra a lei, já que há uma limiar que proíbe qualquer construção a menos de um metro e meio do teatro. Aquilo é tombado, é história, é uma das contruções que eu mais gosto em São Paulo.
Com os sentimentos anarquistas de Tom, há uma idéia de pichar o muro depois da apresentação, no domingo. Tudo, claro, com o apoio do José Celso e do Uzina Uzona.

Muito o que falar sobre as pessoas, ainda, e sobre a revolta que fez com que Tom tirasse a roupa.




Ah, ECA. Oras, agora, fico contente, que no meu blog não há espaço para as minhas aflições internas.
Fico contente mesmo?

domingo, fevereiro 25, 2007

Quando eu via o David Bowie e o volume na calça dele no Labirinto, eu nem dava atenção à Jennifer Connelly esquisitinha. Na verdade, até dava, cara. Ela tinha um cachorro que era igual à Priscila, como não dar atenção? E de onde eles tiraram aquela roupa do irmãozinho dela? Aquelas listras são lindas, for god's sake.

Anyway, o final é moralista e 'dedique-se ao seu filho e à sua família', o que eu, uma total individualista, não faria. Com 30 anos, sim, eu só teria os momentos dos beijos no campo de futebol. Guess I wasn't made for kids. Já sei, vou enclausurar-me. Ou vou ter uma casa, não, um albergue. Cheio de gatos e com um buraco nos quartos, já que eu sou vouyer. Nice. Com uma biblioteca-com-poltrona-vermelha-e-pouca-iluminação-para-que-eu-fique-cega-logo, trancada à chave. Teria pouco dinheiro, viveria em pequenos prazeres, raros, conquistados a muito custo. Um toddynho, uma lata de coca-cola, uma camiseta branca, uma hora em uma lan house em um bate-papo da uol com o nick de gostosona-sp-18, havaianas, uma viagem à praia.

Nah, mas o desenterrar de baús, os pés na grama, os livros, as noites, os discos juntados durante toda a vida.

Ah, fico nostalgica dos meus 30 anos. E, ah, cinema. Cinema, cinema, cinema.

sábado, fevereiro 24, 2007

Evite
Carnes: bovina, carneiro, cordeiro, pato, porco, vitela
Peixes e frutos do mar: camarão, caviar, caranguejo, marisco, mexilhão, ostra, polvo
Derivados do leite: creme de leite, sorvete, leite magro e integral, manteiga, requeijão. NO WAY.




I fell like being sick all the time.

Bah, evitar as bebidas, from now on. Cagadas depois de cachacas e cerveja e blues. E dirigir depois disso? Irresponsavel. E ligar para ele quinze vezes? Irresponsavel.
Vontade de sumir com esse blog. De sumir com o que eu construi de errado em tudo.
~ no sun will shine on my day today.

La, ne, na concrete jungle da Ceu. Hum, descobertas a respeito dela e aumento de respeito. Show? Logo.
Render-me ao forro e ao tango. Largar a faculdade pela danca e pelo amor ao corpo e a musica.


Depois da cantada do baixista-jack-johson do Sun Walk ['o quadril. seu quadril nesse vestido. seu quadril nesse vestido com o blues. voce e linda'], fico mais para mim.
Hum, e depois dos litros de lagrimas derramadas no Bruno e nas toalhas da mesa de canto da Cachacaria, tento. Eu juro que tento.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Save me again, Mr.Cash.

We got married in a fever, hotter than a peppersprout
We've been talkin' 'bout Jackson, ever since the firewent out.
I'm goin' to Jackson
I'm gonna mess around
I'm goin' to Jackson
Look out Jackson town.

Oh yeah, hit me, hit me, hit me.
Porque Sun Walk toca Johnny-Cash-mesmo-não-sendo-blues e eu ficarei imensamente feliz.
E, oh yeah, god bless meus ataques sozinha de 'bom dia, eu te amo' fazendo uma moral com o namorado.

But I won't be waiting in Jackson.
E o from now on é melhor.
Sem disponibilidade, as Kika said. E a moça que me beijou no carnaval de Ouro Preto. E o moço que apertou meus braços com toda aquela pseudo virilidade típica.


A desculpa, a mim mesma, leitora única do blog, por beber às seis da manhã e ficar com cheiro e gosto de cachaça. Oh, eu contei que tenho gosto de cachaça pra quem?
Down to the cold, more then ever.
At least now I'm wearing a bikini.

domingo, fevereiro 11, 2007

- Poor you.
- Quer montar uma banda?
- Quero.
- E se a gente fugisse para o Sul?
- Não, Minas.
- Banda de quê?
- Dupla de samba/mpb.
- Só nós dois?
- Até pode.
- Me dá seu telefone?
- Não. Pára.
- Eu te amo.
- Foda-se, Beto. Je pense que je suis affectueux avec un autre homme.

Beto era uma paixão semi-platônica dos meus 15 anos. Foi um casinho de verão no inverno, após o término do namoro com Diego e antes do início do com Theodoro.
Beto era 10 anos mais velho do que eu. Ainda é. Um ribeirão-pretano encantador que tocava 'Bess, you is my woman' do Miles Davis em violoncelo. Terminou o caso em busca de São Paulo. Foi quando nunca mais o vi e sofri por um rapaz. Rapidamente esquecido, claro, como todos meus homens na época.
Reencontrá-lo foi engraçado. Do nada, sozinha em um bar de esquina. 'Eu acho que te conheço'.
Conversas, comentários, novidades. Acusou-me de amores impossíveis. 'Como o nosso'. 'Eu nem sequer lembrava-me de você, Beto. Se manca'.

E pensava em Raphael. Pensava no que disse ontem a ele. Nos planos que acabei fazendo sozinha, rá. Ele tem medo de que tudo isso se torne real, no sentido de, real mesmo.
Não mais apoio.

sábado, fevereiro 10, 2007

Quando eu morrer,

não quero um enterro cristão, não quero um enterro budista, não quero religião na minha morte. não quero um deus imaginário que existe dentro das pessoas vivas.
não quero pessoas, não quero choro, não quero coroas nem cartõezinhos e fotografias ou lápides com frases de algum filósofo desencantado.
quero morrer sozinha. quero escolher quando morrer. um suicídio solitário, como se existissem milhares de outros tipos.
escolherei como será a morte. há algum charme pessoal envolvido no afogamento, que sempre me encantou. morrer rodeada de água fria, azul, verde, transparente. sem observação.
escreverei uma carta. longa. vastíssima. enrolada. confusa. culparei pessoas e não morrerei com ódio.
outra? morrerei por um tiro. longe. em aberto. sete dias depois de uma fuga alucinada. morrerei dizendo alguma palavra cuidadosamente escolhida.

'meu amor não se incomode, em prestar muita atenção'.





a atração pela morte, hoje. fuga, fuga.
tomei decisões, mudei de idéia, frustrei.

gosh, hoje é em letras minúsculas.
crescer, olha.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Concerto de silêncio, para duas vozes

Surda era Otília.
Não ouvia as palavras de amor que ele dizia. Não ouvia as músicas de amor que ele cantava.
Deslizava os dedos sobre a boca do amado. E nada. Encostava o ouvido no violão. E nada. Nem som nem vibração chegavam até Otília.
Trancada no silêncio, sofria sem encontrar saída. Até que um dia, tomada de doce fúria, cravou os dentes no pinho que ele dedilhava. E penetrando pelos dentes, fluindo pelos ossos, infiltrando-se debaixo da pele, o som varou enfim, ofuscante, a cabeça de Otília.
Surda, porém, Otília não falava.
Não dizia do amor. Não dizia das músicas que agora lhe chegavam.
Afastado pela mudez, sofria ele em busca de saída. Que encontrou ao cravar os dentes, em doce fúria, no branco ombro de Otília. Percorrendo os dentes, deslizando pelos ossos, impregnando toda a pele, ouvindo a cadência suavíssima pulsar do som da amada, que enfim lhe chegava.

Ah, Marina Colasanti.
Na verdade, há um bocado de coisa que eu não entendo.

Como o por quê de eu só haver aprendido a digitar com o indicador e o dedo médio, ou de eu estar com gripe há duas semanas ou mais, ou minha irritação com tudo.
Acho mesmo que não passa de birra, de manha. Quando eu aprender a controlar certas coisas, as situações todas do mundo melhoram; inclusive a fome e a AIDS na África são culpa minha.
Vir aqui toda vez esperar por ele e cobrar algum retorno é imbecil. São as tentativas de viver, o que a internet não possibilita. Não vou conseguir manter um relacionamento à distância através dela. [Rá, e lembrando que, nos meus tempos sem banda larga, mantinha um namoro com um rapaz de União da Vitória, no Paraná. E o detalhe é que as conversas só ocorriam aos finais de semana. Ahn, claro, das 48 horas, 30 eram passadas na frente do computador, mas vá lá].

Talvez isso aqui nunca vai nos deixar viver, nos fazer crescer. Como ele mesmo disse, ele cresceu tanto, tá tudo tão direitinho; e não foi pelo tempo que ele passou por aqui. Não consigo evitar pensar que estrago um bocado de coisas, que não deveria apoiar tanto, fazer dele alguma espécie de refúgio de uma série de coisas esquisitas, esperar e tudo o mais.
[anuncio a vinda de alguma crise que não deveria existir, visto que depois dos 20 e tantos dias dele comigo, o quadruplicar de sentimento me dá alguma segurança].

As soluções para agora são bem vindas. Acho que a Flora mencionou 'prestar UFBA'. Nada tão grande, já que ele mesmo acha melhor que eu termine o curso e estude e tudo o mais. Contextuais, ié.





_carlos eduardo diz:
o q eh DCE!?

Ai, deuses.

terça-feira, janeiro 30, 2007

de novo e de novo. talvez eu me sinta menos do que antes e tal.
well, sem vontades de explicar.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Bah, quando minha mãe resolveu tomar pulsos de ferro da educação dos meus irmãos, era tarde demais. Acho que um bocado da falta de respeito veio de mim. Já levei um tapa na boca por responder alguma coisa e, desde então, sou o exemplo. Droga, o sentimento de culpa me faz ficar chateada. Ou talvez seja a adolescência. Gosh, daquele 'faça o que eu diga, não faça o que eu faço'? Como eu quis que o respeito surgisse e que a consideração por tudo o que minha mãe passa também. Soa tanto como se eles não se importassem e não dessem carinho.
Ela citou algo como 'tomara que ele pegue tiro de guerra.' Hum, agora, depois de ver como ele fala com ela, talvez não o queira mais como companheiro de apartamento.

As separações mais drásticas se dão assim? Oh well, temos um garoto problema mal amado. O raciocínio dele tem se mostrado lento e o egoísmo aflora. Minha avó acha que são companhias. Bom, talvez eu nem enxergasse nada. Não vejo o que fazer para atingi-lo. E, oras, envolvo-me tanto quanto não deveria. É um caso de rapaz mal agradecido.




Meu egoísmo, também. O que nem é, acho. Só consigo pensar no Raphael e nos dois dias que faltam para que ele esteja aqui. Entrego-me à sensação de amor e vontade, ou paixão. E, ao mesmo tempo, consigo perceber que talvez eu não consiga conversar.

Deixa os dias e conta as horas.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Parei, hoje, para descrever a Elena, mae do Gabriel.

Nada, entao. Apago o texto apos uma raiva de certas coisas. Minha familia e hipocrita, demasiadamente hipocrita.
Cansada dos posts de duas linhas, percebo que nao consigo ultrapassar o limite, por uma aflicao do que e a existencia dela. Talvez eu so tenha criado um sentimento forcado, como e claro nas acoes da minha mae. Vontade quase incontrolavel de sair do meio, agora.


De resto? O 'Gatsby' nao e tao bom quanto dito. Devo ter ido com expectativas demais ao Fitzgerald. Hum, e tia Leo deu-me uma colecao de livros de suspense ou terror, algo como Sheldon e Christie. Nao me interessa, at all. Paro para ler uma linha de casa um deles e, 'e isso'?
Com uma careta, enfio-os de volta ao armario do meu quarto.




Consigo, agora e apenas, ser seis dias.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Tome tento, fique esperto, hoje não tem papo. Rá.

Meus dias têm sido dignos de 15 anos, para menos.

O ontem, foi na casa da Kika. Enganei-me a respeito dos alcoólicos e me deparei com refrigerante, pizza e 'imagem & ação'. Priscila, Carol, Kika e vídeos no youtube. Para rir? De desesperar. E de todos os ataques quando a opção 'Lazer' saía, e todos os desenhos e minhas mímicas de curandeiro e Recruta Zero.

E minha raposa é assim.

Hum, hoje? Andar, muito. E brigadeiro enrolado com granulado de chocolate e guerra de bexiga d'água. Achava que era sob o pretexto de o Gabriel estar po aqui, mas não. Eu, com os plenos 19 anos, divertindo-me mais que meu priminho de cinco anos.

Ê beleza.

domingo, janeiro 07, 2007

posta! posta! posta!.


Post de umas linhas e só: a Bruna Lombardi é um te-são.
Oh gosh. É, eu achei o 'Grande sertão: veredas' por aí e, apesar de ser adaptação da Globo [Toni Ramos e afins], ela é o Diadorim. Deuses.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Hum, retrospectiva?

Nah, só um post piegas de volta-pra-casa-e-senta-no-computador-direito. E, coincidentemente, é o primeiro post de 2007 e tal. É divertido, vai.

2006. 2006 foi um ano, diferente. Eu não sei se ainda é o melhor ano da minha vida porquê ainda não trabalho, mas ele tá todo próximo disso. Esse ano eu fui pra faculdade, voltei a beber, tive sexo e amor, tive amigos, tive música, tive desenvolvimento, tive escrita, tive solidão e companhia, tive leitura, tive São Paulo e Batatais.

Em primeiro lugar, eu entrei na USP. E entrar na USP é, sim, tudo isso o que vocês estão pensando. Aquilo se tornou minha razão de viver facinho, facinho. Ahn, e eu sinceramente acho isso por culpa da ECA, que é o melhor lugar do universo todo depois do meu apartamento. As pessoas, a minha turma de Publicidade, o Gautiê, a Dona Hermínia e o CAC, a ECA Jr., as aulas do Aquino que não serviam pra nada, os tempos na prainha, alguma Quinta&Breja, todas as conversas, tudo, tudo tudo. Ô tesão de faculdade, rapaz.

Meu apartamento. Morar sozinha não é sinônimo de liberdade e independência, mas é o mais próximo disso. Ter uma responsabilidade de limpar um lugar e se alimentar direito, mesmo que a todo momento existisse uma vozinha na minha cabeça dizendo 'larga isso, sua universitária'. Rá, e o que é morar sozinha? É ter todo o tempo do mundo pra você, dançar de calcinha na frente do espelho, inventar alguma coisa pra comer, chamar as meninas para dormir em casa ou assistir a algum jogo da copa regado à cerveja. Chorar e entrar em desespero quando o telefone toca. Tive porres fenomenais sozinha e comecei a ficar louca conversando com a televisão e sabendo que horas eram pelo itinerário do ônibus. Já tive problemas gigantescos com dinheiro, aprendi a economizar e a organizar contas. Aprendi a não ligar para mamãe quando fico doente, a tomar um remédio quando vou ficar gripada, a aguentar tudo o que me incomoda, a correr atrás do que é necessário.

As pessoas. A minha turma de Publicidade, sem exceção de nenhum deles, são umas das pessoas mais fantásticas que eu já conheci. Eu ganhei melhores amigas, mesmo, e que são bem parecidas comigo. Conheci rapazes inteligentíssimos. E todos eles são divertidíssimos, da minha turma. São as 20 pessoas mais unidas do universo, if I may say. E as moças de Biblio, claro. A Mari, a Mar e a Lih. Da Lih, sem qualquer palavra. E os moços de Biblio. E as pessoas de jornalismo e de cênicas. E as outras de Publicidade. E as da FEA, e da Física, de Letras, lá da USP Lost e da EACH, e de Sociais, Geografia, História [tá, isso é DCE]. Bleh, e teve todas as pessoas de fora da USP que eu conheci, na rua, nos bares, nas festas, nos shows e piqueniques no Ibirabuera com o Daniel.
Tive as da internet. Algumas que se tornaram reais, outras não, mas que estão como se fosse perto.
E, talvez a que talvez mais me fez ter alguma sensação ou crescer, o Raphael. Ahn, e bom, falar sobre ele não cabe aqui. After all, ele é meu namorado agora e tudo o mais.

Musicalmente falando, agora, eu cresci como nunca. Eu fucei em Cordel e em jazz, muito jazz. Senti melhor Zeca Baleiro e todas as bandas esquisitas que ninguém nunca ouviu falar. Tive mais contato com o samba e com o blues. Bleh, e, tá. Dancei tudo o que veio na minha frente. Aprendi a respeitar certas coisas em relação à música, oh ié.

Intelectual da Gábe. Por incrível que pareça, desenvolveu-se um pouco. Com a USP, tudo o que eu li e escrevi, o contato com o movimento estudantil, as peças, os shows, as exposições, os filmes.

São Paulo foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, disso não resta dúvidas. Mas se for esquecer o que aconteceu em Batatais, não. Apesar da internet, aproximei-me mais da Kika [o que resultou em uma declaração, mas vá lá]. Distanciei-me da Jollies e da Lou. Conheci melhor o Octávio. Tirei carteira de motorista. Teve o Bruno, que se tornou algo bem forte em mim. Teve o Zé Antônio. Teve alguma reconciliação com o Théo e um monte de não-falares com o Vinicius. O Guto, meu irmão, melhorou ânimos e é tudo em todos os momentos. O Higue cresce mais a cada dia. Meus pais, bom, sempre bem. Minha casa, ah minha cama.
Odeio cidade pequena, mas sempre volto.


Ah, 2006. Ô ano bom. Mas, como diz Mupy, 2007 é noves-fora. Veremos, veremos. Começa bem, already. ;p