Sabe quando a gente se arrepender por mostrar lados que não deve às pessoas? Quando a gente se mostra tão fraca, tão chã, que acaba achando que qualquer ser que te ouvir vai gritar algo como 'que merda, pára de drama'.
E eu só fico a pensar que tudo me atinge de tal maneira que eu não consigo racionalizar-no-sentido-não-matemático-da-coisa.
Vide tudo o que já me aconteceu..
Acontece que agora eu venho e quero pedir tantas desculpas que chega a beirar o ridículo. E a paciência? E eu, que preciso enfiar na cabeça que tenho, antes de mais nada, que saber bastar-me, entender-me, conhecer-me. Bom, pelo menos antes de tentar me envolver com alguém ou com alguma coisa.
Preciso, desesperadamente, parar de fazer com que as pessoas construam isso de mim. E a imagem de uma mulher fraca que o Raphael sequer deveria conhecer. A imagem de uma pessoa apaixonada que meus pais deveriam conhecer.
E quem tem isso além de mim mesma, que nem sequer sabe dizer: eu sou; eu penso; eu quero.
sexta-feira, maio 18, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
'aprenda feliz que a dor, é como o amor; termina'.
Ontem, se não fosse pelo e-mail do Marcello e pelo Hugo no Cinusp com Sin City, teria morrido. Meus dois escudeiros e finalmente amigos.
O e-mail do Marcello foi estonteante. O choro saiu, claro.
O Hugo dizendo coisas no cinema foi causa de choro também.
Não aguentei a assembléia da noite, no Canil. Quando soube, por um scrap do Fofo, fiz uma careta triste.
Não suportei, não pude ficar bem.
A noite foi mal dormida. Fiquei a pensar no meu posicionamento político, no que tenho dito, na minha falta de coragem de me levantar e gritar no CRP, no meu choro imbecil; de raiva, de fraqueza.
Da solidão, veio o Luiz, hoje, na vivência. Passaram um filme sobre o Dia das Mães na Reitoria.
Cena bonita; dos dois, sentados, desanimados, olhando para a parede da porta do CA.
'Brochante, né?'. 'É, Gábe. Brochante'.
Saímos para a reunião dos professores no teatro experimental. Chico lá, firme e forte, explicando, com aquela voz.
'Pessoal do Audiovisual entrou em greve e do CAP também'.
'Que vergonha da porra do CRP, Luiz.'
Aula à tarde, discussão com uma professora por quem tenho me apaixonado.
Mari, Tati; CAC.
Eu estou péssima.
Sem vontade de explicar.
Sem vontade de escrever.
Caralho, que, sem o Raphael agora, vou sendo empurrada.
O e-mail do Marcello foi estonteante. O choro saiu, claro.
O Hugo dizendo coisas no cinema foi causa de choro também.
Não aguentei a assembléia da noite, no Canil. Quando soube, por um scrap do Fofo, fiz uma careta triste.
Não suportei, não pude ficar bem.
A noite foi mal dormida. Fiquei a pensar no meu posicionamento político, no que tenho dito, na minha falta de coragem de me levantar e gritar no CRP, no meu choro imbecil; de raiva, de fraqueza.
Da solidão, veio o Luiz, hoje, na vivência. Passaram um filme sobre o Dia das Mães na Reitoria.
Cena bonita; dos dois, sentados, desanimados, olhando para a parede da porta do CA.
'Brochante, né?'. 'É, Gábe. Brochante'.
Saímos para a reunião dos professores no teatro experimental. Chico lá, firme e forte, explicando, com aquela voz.
'Pessoal do Audiovisual entrou em greve e do CAP também'.
'Que vergonha da porra do CRP, Luiz.'
Aula à tarde, discussão com uma professora por quem tenho me apaixonado.
Mari, Tati; CAC.
Eu estou péssima.
Sem vontade de explicar.
Sem vontade de escrever.
Caralho, que, sem o Raphael agora, vou sendo empurrada.
terça-feira, maio 15, 2007
Nota: este post vai ser um tratado visando reiterar uma promessa feita a mim mesma, há uns 20 minutos.
Saco. Acabei por ofender a Té em uma discussão nem-tão sem fundamentos.
Meu orientador e diretor do CRP convocou uma reunião com os alunos do departamento para, em princípio, resolver se nós pararíamos de ter aula ou não. [nota, de novo: nada, digo nada, de discussões a respeito de greve]. Acontece que, muil pessoas [tá, 50] pensando de maneira diferente acabaram por gerar uma discussão absurda; para acabar com qualquer possibilidade de discutir de verdade o por quê da tal greve que começa amanhã, sendo que ninguém daquela porra de departamento sabe os motivos que impulsionam todo mundo.
A discussão foi pautada por uma ppéia do quarto ano. Malditos velhos que tiram o sangue das veias dos novos. Claro que ela está cansada de greve, de esperar, de não ter. Mas, desacreditar pessoas que, pela primeira vez, querem lutar por algo, é sacanagem. Acontece que, naquela sala, perdi completamente minhas forças de argumentar ou me levantar e apresentar meu ponto de vista. Ahn, consequência? Guardei tudo pra mim, com força.
Ah, saí da sala xingando deus e o mundo em alto e bom som. Comecei a chorar, enraivecida, como naquele dia da copa no meu apartamento; falando da ECA, da USP; desiludida, desta vez por completo, da faculdade. Neste meio, a Té; conservadora assumida, ouviu-me ofendê-la de maneira cretina. Foi meu ponto fraco atingido. Nunca mais, na vida, discutirei política na USP. Magoei uma amiga, e nem respeitei o ponto de vista dela. Ah, movimento.
Ah, serei Coronel Aureliano Buendía. E, nos meus pequeníssimos 19 anos, acordarei para chorar em solidão? Ai, eu juro que estou chateada.
Preciso de um hamburguer.
Saco. Acabei por ofender a Té em uma discussão nem-tão sem fundamentos.
Meu orientador e diretor do CRP convocou uma reunião com os alunos do departamento para, em princípio, resolver se nós pararíamos de ter aula ou não. [nota, de novo: nada, digo nada, de discussões a respeito de greve]. Acontece que, muil pessoas [tá, 50] pensando de maneira diferente acabaram por gerar uma discussão absurda; para acabar com qualquer possibilidade de discutir de verdade o por quê da tal greve que começa amanhã, sendo que ninguém daquela porra de departamento sabe os motivos que impulsionam todo mundo.
A discussão foi pautada por uma ppéia do quarto ano. Malditos velhos que tiram o sangue das veias dos novos. Claro que ela está cansada de greve, de esperar, de não ter. Mas, desacreditar pessoas que, pela primeira vez, querem lutar por algo, é sacanagem. Acontece que, naquela sala, perdi completamente minhas forças de argumentar ou me levantar e apresentar meu ponto de vista. Ahn, consequência? Guardei tudo pra mim, com força.
Ah, saí da sala xingando deus e o mundo em alto e bom som. Comecei a chorar, enraivecida, como naquele dia da copa no meu apartamento; falando da ECA, da USP; desiludida, desta vez por completo, da faculdade. Neste meio, a Té; conservadora assumida, ouviu-me ofendê-la de maneira cretina. Foi meu ponto fraco atingido. Nunca mais, na vida, discutirei política na USP. Magoei uma amiga, e nem respeitei o ponto de vista dela. Ah, movimento.
Ah, serei Coronel Aureliano Buendía. E, nos meus pequeníssimos 19 anos, acordarei para chorar em solidão? Ai, eu juro que estou chateada.
Preciso de um hamburguer.
quarta-feira, maio 09, 2007
Depois de hoje, eu não acredito mais em aquecimento global.
Nem em previsão do tempo. A máxima era 18º e a mínima era 13º. Quanto, hein? DEZ GRAUS, PORRA.
Frio no maldito isolamento da Praça do Relógio e correr pra lá e pra cá desesperada com a sensação de que minhas orelhas iam gangrenar.
Ah velho, avisa, né?
Nem em previsão do tempo. A máxima era 18º e a mínima era 13º. Quanto, hein? DEZ GRAUS, PORRA.
Frio no maldito isolamento da Praça do Relógio e correr pra lá e pra cá desesperada com a sensação de que minhas orelhas iam gangrenar.
Ah velho, avisa, né?
quinta-feira, abril 26, 2007
Hoje eu vi mesmo o rapaz no ônibus.
Gustavo chegando, pegando minha mão e dizendo: 'você é a mulher mais linda que eu jamais vi na vida'.
Acho que senti lágrimas nos olhos; nada de felicidade. Invadiu-me a tristeza mais tristeza possível. Solucei e ele se assustou. Travamos uma conversa de alguns minutos; o ônibus já chegava na Arqueologia.
Foi esquisito, acho.
Sentei-me na frente da biblioteca e chorei. Chorei pela perda, chorei por achar que realmente não tem mais jeito. Chorei por ser imbecil e dormir com uma frase na minha cabeça. 'Não temos por quê terminar'. Frase minha, acho eu. Não há razões. Não para mim. Eu já tive certezas de que é com ele que eu quero ficar; não para sempre [mais]; para agora, para hoje. Convenço-me que, depois disso, serei a pessoa mais amarga do universo. Não quero me relacionar com as pessoas.
Claro que ele vai dizer que eu vou conseguir outro rapaz, que eu vou ficar bem, esquecer. Mas não. Talvez ele não entenda.
Mas, caralho. Eu juro que não quero outra pessoas. Eu juro que não posso sem ele.
Então, por que você? Se ele estivesse mesmo disposto; não haveria os 'calma, moça'; ele teria me ligado, com algum medo. Isso não existe.
Receio ter acabado...
Gustavo chegando, pegando minha mão e dizendo: 'você é a mulher mais linda que eu jamais vi na vida'.
Acho que senti lágrimas nos olhos; nada de felicidade. Invadiu-me a tristeza mais tristeza possível. Solucei e ele se assustou. Travamos uma conversa de alguns minutos; o ônibus já chegava na Arqueologia.
Foi esquisito, acho.
Sentei-me na frente da biblioteca e chorei. Chorei pela perda, chorei por achar que realmente não tem mais jeito. Chorei por ser imbecil e dormir com uma frase na minha cabeça. 'Não temos por quê terminar'. Frase minha, acho eu. Não há razões. Não para mim. Eu já tive certezas de que é com ele que eu quero ficar; não para sempre [mais]; para agora, para hoje. Convenço-me que, depois disso, serei a pessoa mais amarga do universo. Não quero me relacionar com as pessoas.
Claro que ele vai dizer que eu vou conseguir outro rapaz, que eu vou ficar bem, esquecer. Mas não. Talvez ele não entenda.
Mas, caralho. Eu juro que não quero outra pessoas. Eu juro que não posso sem ele.
Então, por que você? Se ele estivesse mesmo disposto; não haveria os 'calma, moça'; ele teria me ligado, com algum medo. Isso não existe.
Receio ter acabado...
quinta-feira, abril 12, 2007
La muerte, como diz a irmã da Lu.
'Explodirá em Angra', diz o Zeca.
Rá, estamos todos sobre os efeitos absurdos gerados pela imensa nuvem negra que paira sobre a ECA. Sim, estamos todos, todos com exceção do Daniel e do Hugo e do Danilo, rumando à loucura. Pois é; chega a ser chocante o desânimo total.
Associemos à quantidade gigantes de trabalhos: 'sim sim! é isso!'. Não, né. Tem mais. Tem a iniciação científica: 'rá, agora só pode ser isso!'. Não, tem mais. Tem aquela quantidade básica de textos que, pela primeira vez, começo a evitar. 'Arrá!'. Nope. Há, também, o movimento estudantil. Olha, tem a semana do Canil, próxima. 'Olha, só, achamos a causa de todos os males!'. Ahn, quer ver? Tenho a optativa à tarde, tenho o italiano. Tenho que comer, olha. Tenho que limpar o apartamento, tenho que lavar louça, roupa; tenho que dormir.Ahn, tenho uma vida social. Tenho que ler e ir ao cinema, sempre. Tenho museus. Rá, tenho que juntar dinheiro. Ahn, tenho um namorado que mora longe. Tenho que tomar banho. Tenho, ahn. Ah é, tenho que respirar.
Julguemos, claro. Eu acho tempo para tudo isso, milagrosamente. Não, eu acho tempo para tudo isso porque eu quero. Eu acho tempo para tudo isso porque cada uma dessas coisas, sem exceção, é importante. E eu amo cada uma delas.
Ah! Eu ainda tenho espaço para ter uma crise de dúvidas; a respeito de tudo, tudo.
Sinceramente? Eu sou jedi. Sem sombra de dúvidas.
Ou vou morrer. Sem sombra de dúvidas; também, que será em breve.
'Explodirá em Angra', diz o Zeca.
Rá, estamos todos sobre os efeitos absurdos gerados pela imensa nuvem negra que paira sobre a ECA. Sim, estamos todos, todos com exceção do Daniel e do Hugo e do Danilo, rumando à loucura. Pois é; chega a ser chocante o desânimo total.
Associemos à quantidade gigantes de trabalhos: 'sim sim! é isso!'. Não, né. Tem mais. Tem a iniciação científica: 'rá, agora só pode ser isso!'. Não, tem mais. Tem aquela quantidade básica de textos que, pela primeira vez, começo a evitar. 'Arrá!'. Nope. Há, também, o movimento estudantil. Olha, tem a semana do Canil, próxima. 'Olha, só, achamos a causa de todos os males!'. Ahn, quer ver? Tenho a optativa à tarde, tenho o italiano. Tenho que comer, olha. Tenho que limpar o apartamento, tenho que lavar louça, roupa; tenho que dormir.Ahn, tenho uma vida social. Tenho que ler e ir ao cinema, sempre. Tenho museus. Rá, tenho que juntar dinheiro. Ahn, tenho um namorado que mora longe. Tenho que tomar banho. Tenho, ahn. Ah é, tenho que respirar.
Julguemos, claro. Eu acho tempo para tudo isso, milagrosamente. Não, eu acho tempo para tudo isso porque eu quero. Eu acho tempo para tudo isso porque cada uma dessas coisas, sem exceção, é importante. E eu amo cada uma delas.
Ah! Eu ainda tenho espaço para ter uma crise de dúvidas; a respeito de tudo, tudo.
Sinceramente? Eu sou jedi. Sem sombra de dúvidas.
Ou vou morrer. Sem sombra de dúvidas; também, que será em breve.
domingo, abril 01, 2007
Ontem à noite, tudo voltou. Nunca havia me sentido tão dolorida.
Sem vontade de descrever um sentimento como aquele, ou coragem, vou à parte de ligar para a Kika.
'Kih, pelos deuses, não dorme. Eu estou desesperada. Eu preciso de você, agora'.
'Vem pra cá'.
Peguei o carro, às nove e quarenta da noite, e corri até a casa dela. Quase bati o carro duas vezes.
Parei em frente a um portão já aberto e uma moça de camisola e cabelos desarrumados entra no carro para encontrar uma outra moça de cueca e camiseta, aos prantos.
Rá, chorar horrores, xingar, amaldiçoar; tudo com direito à mais sincera crise de auto-estima dos universos; com a Kika dizendo que preciso de ajuda profissional, rindo bastante por achar-me idêntica a ela nos momentos de desespero.
Ela entrou correndo na casa e pegou um copo com algo laranja de altíssimo teor alcoólico. Bebemos em dois goles. Volta, enche mais e traz, além do copo, um pileque com algo com mais acoól ainda. 'Vodka e whiskey, né'. Tá bem.
Já com aquilo tudo no estômago, enquanto eu continuava chorando, ela fechou a porta, entrou no carro e disse: 'Vamos misturar mais alguma coisa aqui'.
Saímos rindo, com o carro não seguindo aos meus comandos, em busca de casais que se pegam em carros. Nada mais divertido, nada mais brochante. Decidimos parar em um posto para cerveja. 'Vamos lá pro nosso lugar na estação'.
Um casal se amassava do lado de fora do carro e nós duas ficamos dando de vouyer, enquanto ela mostrava os toques de celular. Claro, eu em carro, derrubei toda a cerveja no porta-níqueis e ficamos rindo, muito.
Deixar ela em casa e voltar melhor, quase batendo o carro mais que duas vezes e cantando 'The great gig in the sky' [é, daquele jeito, 'cantar' essa música traduz-se como gritar um pouco].
Minha vida, acho, baseia-se na felicidade que ela tem o poder de trazer. Nunca fique bem tão rápido.
Ah, mas chegar em casa e deitar a cabeça no travesseiro, pensando nele, é outra história. Não dormi por conta das bebibas e por conta da tristeza e noção-de-estupidez que tomaram vieram, a cada lenta hora.
Sem vontade de descrever um sentimento como aquele, ou coragem, vou à parte de ligar para a Kika.
'Kih, pelos deuses, não dorme. Eu estou desesperada. Eu preciso de você, agora'.
'Vem pra cá'.
Peguei o carro, às nove e quarenta da noite, e corri até a casa dela. Quase bati o carro duas vezes.
Parei em frente a um portão já aberto e uma moça de camisola e cabelos desarrumados entra no carro para encontrar uma outra moça de cueca e camiseta, aos prantos.
Rá, chorar horrores, xingar, amaldiçoar; tudo com direito à mais sincera crise de auto-estima dos universos; com a Kika dizendo que preciso de ajuda profissional, rindo bastante por achar-me idêntica a ela nos momentos de desespero.
Ela entrou correndo na casa e pegou um copo com algo laranja de altíssimo teor alcoólico. Bebemos em dois goles. Volta, enche mais e traz, além do copo, um pileque com algo com mais acoól ainda. 'Vodka e whiskey, né'. Tá bem.
Já com aquilo tudo no estômago, enquanto eu continuava chorando, ela fechou a porta, entrou no carro e disse: 'Vamos misturar mais alguma coisa aqui'.
Saímos rindo, com o carro não seguindo aos meus comandos, em busca de casais que se pegam em carros. Nada mais divertido, nada mais brochante. Decidimos parar em um posto para cerveja. 'Vamos lá pro nosso lugar na estação'.
Um casal se amassava do lado de fora do carro e nós duas ficamos dando de vouyer, enquanto ela mostrava os toques de celular. Claro, eu em carro, derrubei toda a cerveja no porta-níqueis e ficamos rindo, muito.
Deixar ela em casa e voltar melhor, quase batendo o carro mais que duas vezes e cantando 'The great gig in the sky' [é, daquele jeito, 'cantar' essa música traduz-se como gritar um pouco].
Minha vida, acho, baseia-se na felicidade que ela tem o poder de trazer. Nunca fique bem tão rápido.
Ah, mas chegar em casa e deitar a cabeça no travesseiro, pensando nele, é outra história. Não dormi por conta das bebibas e por conta da tristeza e noção-de-estupidez que tomaram vieram, a cada lenta hora.
sexta-feira, março 30, 2007
Eu tenho certeza de que ontem de madrugada eu morri umas três ou quatro vezes;
Morri umas três ou quatro vezes por não saber reagir,
Morri umas três ou quatro vezes por não conseguir me mexer na cama,
Morri umas três ou quatro vezes por não conseguir ter outro argumento além de 'eu te amo' para que ele nunca mais fosse embora,
Morri, mais do que nunca, ao tentar sentir hoje, como seria uma vida sem ele.
Sabe a única coisa que eu consegui? Fechar os olhos no ônibus e chegar em casa para cair aos prantos no chão.
Nunca, em toda a minha vida, nesse 'um ano', eu me senti tão fraca; sem força nenhuma pra pedir que ele ficasse; sem condições de saber conversar. E isso é a maior demonstração, Dani, do egoísmo.
Talvez ele precise ficar sem mim. Talvez ele precise focar na vida dele. Talvez não dê certo.
Ah, o talvez tem me incomodado tanto, tanto.
E o que vinha à minha cabeça era a imagem minha pendurada no pescoço dele, sorrindo, enquanto ele dizia que queria passar o resto da vida comigo.
Vai ser, bem muito, uma semana difícil.
Morri umas três ou quatro vezes por não saber reagir,
Morri umas três ou quatro vezes por não conseguir me mexer na cama,
Morri umas três ou quatro vezes por não conseguir ter outro argumento além de 'eu te amo' para que ele nunca mais fosse embora,
Morri, mais do que nunca, ao tentar sentir hoje, como seria uma vida sem ele.
Sabe a única coisa que eu consegui? Fechar os olhos no ônibus e chegar em casa para cair aos prantos no chão.
Nunca, em toda a minha vida, nesse 'um ano', eu me senti tão fraca; sem força nenhuma pra pedir que ele ficasse; sem condições de saber conversar. E isso é a maior demonstração, Dani, do egoísmo.
Talvez ele precise ficar sem mim. Talvez ele precise focar na vida dele. Talvez não dê certo.
Ah, o talvez tem me incomodado tanto, tanto.
E o que vinha à minha cabeça era a imagem minha pendurada no pescoço dele, sorrindo, enquanto ele dizia que queria passar o resto da vida comigo.
Vai ser, bem muito, uma semana difícil.
quarta-feira, março 28, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
Quando eu crescer, serei mais bonita e mais feliz.
Hoje, né, tirei meu dia.
Tirei o escambau. Fui pra casa do Rafael beber café com rum e conversar sobre amor e moral ouvindo Lazlo Bane. Fazia tempo que não o via. Ele dizia que era o relashionship status do orkut que o impossibilitava. 'Married'; 'foi tudo culpa dela'. De onze e meia às duas, como período de almoço dele.
Voltando pra casa, com o Zeca Baleiro resmungando no meu ouvido o tempo todo, busquei a força de que precisava. Terminei de digitar aquela porcaria que falava sobre uma porção de materiais da engenharia do meu pai e só consegui começar a estudar quando eram mais ou menos 15 para às cinco.
Consegui, ainda por cima, ler três textos. Algum curtíssimo que mencionava Antônio Cândido apaixonadamente, outro sobre um debate de Kepler com sabe-se-lá quem, e o do maldito Shimp-pseudo-Lupetti falando sobre promoção de vendas [é, pra quem fez um trabalho com mais de sessenta páginas sobre isso, domina-se um bocado o assunto].
Perdi a reunião do Canil e o Paulinho e a Pati devem estar putos. Mas, oras. Por mim e pelo Rafa; eu realmente precisava adiantar alguma coisa. Chegava a dar um aperto de pensar nisso tudo.
Odeio, monstro, forte, forever, grande, junior; ver meu blog sendo transformado em um mero diário. Não funciona assim, não deve ser assim. Não para uma pessoa como eu.
'Cuidado com o que te transforma. Agarre-se no que você é'.
Rá, amanhã há o Ato no HU. Vejamos. Perdi a Plenária da qual a Sue tanto falou. Oh well. Maldição. Volta, Gábe, volta. Se enfia nisso, logo.
Hoje, né, tirei meu dia.
Tirei o escambau. Fui pra casa do Rafael beber café com rum e conversar sobre amor e moral ouvindo Lazlo Bane. Fazia tempo que não o via. Ele dizia que era o relashionship status do orkut que o impossibilitava. 'Married'; 'foi tudo culpa dela'. De onze e meia às duas, como período de almoço dele.
Voltando pra casa, com o Zeca Baleiro resmungando no meu ouvido o tempo todo, busquei a força de que precisava. Terminei de digitar aquela porcaria que falava sobre uma porção de materiais da engenharia do meu pai e só consegui começar a estudar quando eram mais ou menos 15 para às cinco.
Consegui, ainda por cima, ler três textos. Algum curtíssimo que mencionava Antônio Cândido apaixonadamente, outro sobre um debate de Kepler com sabe-se-lá quem, e o do maldito Shimp-pseudo-Lupetti falando sobre promoção de vendas [é, pra quem fez um trabalho com mais de sessenta páginas sobre isso, domina-se um bocado o assunto].
Perdi a reunião do Canil e o Paulinho e a Pati devem estar putos. Mas, oras. Por mim e pelo Rafa; eu realmente precisava adiantar alguma coisa. Chegava a dar um aperto de pensar nisso tudo.
Odeio, monstro, forte, forever, grande, junior; ver meu blog sendo transformado em um mero diário. Não funciona assim, não deve ser assim. Não para uma pessoa como eu.
'Cuidado com o que te transforma. Agarre-se no que você é'.
Rá, amanhã há o Ato no HU. Vejamos. Perdi a Plenária da qual a Sue tanto falou. Oh well. Maldição. Volta, Gábe, volta. Se enfia nisso, logo.
quarta-feira, março 21, 2007
'Pois é..'
'Assim você vai perder ele'
'Não há como um perder o outro'
'Ah é, esqueci que vocês não se pertencem mais'
'Não sei se funciona assim..'
'Funciona. Com o tempo, vocês vão criar uma espécie de ódio um pelo outro, uma repulsa. Vocês estão impedindo-se de crescer, tanto ele, que te negligencia e sequer vem te ver quando tem a possibilidade, e você, por ser cretina por não respeitar o tempo dele'
Alguém sabe o que eu posso responder?
'Assim você vai perder ele'
'Não há como um perder o outro'
'Ah é, esqueci que vocês não se pertencem mais'
'Não sei se funciona assim..'
'Funciona. Com o tempo, vocês vão criar uma espécie de ódio um pelo outro, uma repulsa. Vocês estão impedindo-se de crescer, tanto ele, que te negligencia e sequer vem te ver quando tem a possibilidade, e você, por ser cretina por não respeitar o tempo dele'
Alguém sabe o que eu posso responder?
domingo, março 18, 2007
'(...)Não, a maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre.'
'fornication makes you happy'.
A música é triste, na verdade. Não me lembro de que parte do filme ela era, muito menos o nome. Acho que era quando ela chorava no chão do quarto.
Vontade de voltar a tocar piano. Ou começar algo novo.
Aulas de tango, oh ié. De volta a tudo e às pernas.
Eu devia estar fazendo um monte de coisas, mas não irei, at leats not now. Meu bom humor torna-se sarcástico enquanto eu escuto 'The rise and fall of Ziggy Stardust'. Engraçado, o achar Christiane F. bonita demais. E o achar que drogas, oh well.. Bizarro até onde tudo vai, até onde tudo é eliminado.
A minha noite foi excelente. Escrevi muito, e voltando a tudo. Dormi quase 12 horas e, rá, é incrível. Só, uma incrível vontade de morar só novamente. Saudade dos tempos de calcinha andando pelo apartamento. Irritação com o acúmulo de sujeira e da negligência do meu irmão.
É o papel que me salva. É a carta para o Rapha. São minhas mãos hoje.
A lentidão do tempo me ajuda a sorrir e a respirar mais fundo.
Hoje, eu amo. E só.
'óquei, she's cute'
sexta-feira, março 16, 2007
quarta-feira, março 14, 2007
He was not here.
A coisa que a gente mais odeia é: mocinha número um gosta de mocinho número um. Mocinho número um não gosta de mocinha número um. Mocinho número dois gosta de mocinha número um. Mocinha número um não gosta de mocinho número dois.
Ah bleh. Leis da natureza, leis irreversíveis não importa o que aconteça. O que é engraçado, para falar a verdade. Um corre-corre bem digno de Quadrilha e Drummond.
Que nem a fotografia do corredor da graduação.
Que nem a sensação da maconha.
A coisa que a gente mais odeia é: mocinha número um gosta de mocinho número um. Mocinho número um não gosta de mocinha número um. Mocinho número dois gosta de mocinha número um. Mocinha número um não gosta de mocinho número dois.
Ah bleh. Leis da natureza, leis irreversíveis não importa o que aconteça. O que é engraçado, para falar a verdade. Um corre-corre bem digno de Quadrilha e Drummond.
Que nem a fotografia do corredor da graduação.
Que nem a sensação da maconha.
sábado, março 10, 2007
O Thiago me deu carona ontem. Ele, ex-namorado do Alê. Falou-me sobre todos os seus relacionamentos aproveitando a lentidão das 19:00. Falei-lhe, também, sobre os meus. Ele, rá, é divertidíssimo. E, olha, usamos o tempo no trânsito para nos conhecermos.
Sem FestECA, rendi-me ao 'Assédio' e a alguma Heinekein. Sozinha, escrevi. A carta dele tomou proporções cansativas pela quantidade de páginas.
Hoje eu não soube as razões da dor de cabeça. Ela começou devagar, toda vez que eu abaixava e ficava meio com ela pra baixo, havia algo martelando no ritmo do coração, perto da nuca. E, por levantar-me rápido, ela percorria toda a cabeça de forma lenta, fazendo-me fechar os olhos com força e resmungar alguma coisa.
Enquanto passavam as horas, ela aumentava e tomava conta de qualquer lugar possível. Fiquei impossibilitade de sequer olhar para cima. A dor era insuportável. Achei que precisava comer e desci a Teodoro em busca de comida de verdade. Nem muita melhora, enquanto a subia de volta e quase sentava no chão de tamanho incômodo.
São, hmm, 21:36 e ela não passou. Li todos os textos possíveis, fugindo do Kotler, e ela não passou. Houve, claro, o amortecimento pós-álcool, mas de volta a dor.
Hoje, chego à conclusão que não sou dramática e que estou morrendo. [altíssimo teor irônico].
A Line me chamou para o 'Outs' e o Marcello para um almoço na casa dele, amanhã. Quem não vou a nada disso por culpa da doença e da limpeza no apartamento e de estudar?
God damn it. O período de reclusão torna-se verdadeiro.
Oh yeah, I touch myself.
Sem FestECA, rendi-me ao 'Assédio' e a alguma Heinekein. Sozinha, escrevi. A carta dele tomou proporções cansativas pela quantidade de páginas.
Hoje eu não soube as razões da dor de cabeça. Ela começou devagar, toda vez que eu abaixava e ficava meio com ela pra baixo, havia algo martelando no ritmo do coração, perto da nuca. E, por levantar-me rápido, ela percorria toda a cabeça de forma lenta, fazendo-me fechar os olhos com força e resmungar alguma coisa.
Enquanto passavam as horas, ela aumentava e tomava conta de qualquer lugar possível. Fiquei impossibilitade de sequer olhar para cima. A dor era insuportável. Achei que precisava comer e desci a Teodoro em busca de comida de verdade. Nem muita melhora, enquanto a subia de volta e quase sentava no chão de tamanho incômodo.
São, hmm, 21:36 e ela não passou. Li todos os textos possíveis, fugindo do Kotler, e ela não passou. Houve, claro, o amortecimento pós-álcool, mas de volta a dor.
Hoje, chego à conclusão que não sou dramática e que estou morrendo. [altíssimo teor irônico].
A Line me chamou para o 'Outs' e o Marcello para um almoço na casa dele, amanhã. Quem não vou a nada disso por culpa da doença e da limpeza no apartamento e de estudar?
God damn it. O período de reclusão torna-se verdadeiro.
Oh yeah, I touch myself.
quinta-feira, março 08, 2007
dia internacional da mulher.
Dia internacional da mulher me lembra Raphael, me lembra machismo, me lembra fábrica+explosão. E, a partir de agora, vai me lembrar dia de bala de borracha nas costas.
Tá, maré de sorte e outras coisas mais.
Para começar, o lado divertido foi que tenho conseguido certas coisas. A bolsa de iniciação científica relacionada com imagens e publicidade e uma mulher da Ogilvy ligando, com interesse no meu currículo para receber uma boa quantia em dinheiro.
Mas, tem que ter o lado bizarro. Claro que eu fui até a Paulista dar uma olhada nas manifestações anti-Bush e pró-feminismo. Com o anarquismo do Tom, cantei um bocado e gritei e tal, mesmo sem entender tudo isso. Quando vai, a gritaria aumenta, policiais e manifestantes começam a se agredir e, tadã! Levo uma bala de borracha bem no lugar de um dos rins.
A dor, deuses. Corri com as mãos nas costas, desesperada, para longe da multidão. Sentei-me na calçada e curvei-me de dor. O resto dos meninos veio correndo e um deles sangrava no braço, foi atingido por uma pedra. Nossa. Fazia quase um mês que eu não sentia nenhuma dor corporal parecida com essa.
Tentamos tirar o Tom do meio da briga e fomos até um carro para tentar ir para a casa de alguém. Gelo, curativos e uma marca bem vermelha/roxa/verde nas costas. Nem ao menos parei para pensar em tudo isso, no sentimento de revolta que tomou conta de mim enquanto sentia-me parte da multidão. Parecia que todos os problemas de todas as pessoas saiam, vomitados, através dos timbres das 6000 vozes. A sensação era de, pela primeira vez, sentir uma revolta. Mesmo que tenha sido feita por uma maioria de classe média..
A bala de borracha torna-se uma lembrança, uma marca do que o envolvimento com os movimentos estudantil e social podem me trazer.
E, querem saber, um arrepio de satisfação toma conta do meu corpo.
Tá, maré de sorte e outras coisas mais.
Para começar, o lado divertido foi que tenho conseguido certas coisas. A bolsa de iniciação científica relacionada com imagens e publicidade e uma mulher da Ogilvy ligando, com interesse no meu currículo para receber uma boa quantia em dinheiro.
Mas, tem que ter o lado bizarro. Claro que eu fui até a Paulista dar uma olhada nas manifestações anti-Bush e pró-feminismo. Com o anarquismo do Tom, cantei um bocado e gritei e tal, mesmo sem entender tudo isso. Quando vai, a gritaria aumenta, policiais e manifestantes começam a se agredir e, tadã! Levo uma bala de borracha bem no lugar de um dos rins.
A dor, deuses. Corri com as mãos nas costas, desesperada, para longe da multidão. Sentei-me na calçada e curvei-me de dor. O resto dos meninos veio correndo e um deles sangrava no braço, foi atingido por uma pedra. Nossa. Fazia quase um mês que eu não sentia nenhuma dor corporal parecida com essa.
Tentamos tirar o Tom do meio da briga e fomos até um carro para tentar ir para a casa de alguém. Gelo, curativos e uma marca bem vermelha/roxa/verde nas costas. Nem ao menos parei para pensar em tudo isso, no sentimento de revolta que tomou conta de mim enquanto sentia-me parte da multidão. Parecia que todos os problemas de todas as pessoas saiam, vomitados, através dos timbres das 6000 vozes. A sensação era de, pela primeira vez, sentir uma revolta. Mesmo que tenha sido feita por uma maioria de classe média..
A bala de borracha torna-se uma lembrança, uma marca do que o envolvimento com os movimentos estudantil e social podem me trazer.
E, querem saber, um arrepio de satisfação toma conta do meu corpo.
sábado, março 03, 2007
minha honey, baby.
'telefone não basta ao desejo, o que mais invejo é o que não vejo.'
e
'o que importa,é que já não me importa, o que importa, é que ninguém bateu em minha porta, é que ninguém morreu, ninguém morreu por mim.'
E isso e pronto e acabou. Novamente, há cartas e cartas por aqui. Mas não seriam correspondências, anyway, no sentido real da palavra. Eu tenho ciúmes [eu tenho crises absurdas por ciúmes], eu sou assaz insegura. Claro, há o mínimo interesse por alguma mulher [hum, inocente?], alguma vontade, um olhar. No meio em que ele está agora, qualquer uma é melhor do que a pobre mocinha do interior que não sabe conversar nem como funciona uma série de coisas. Há uma facilidade no depois, para ele, que não viria mais e esperaria. Para mim, não. Que, como disse o rapaz, destruo certas coisas por outras. Sorry, anyway.
Deixaram-me um livro na portaria do prédio com a seguinte frase na segunda folha: 'Para ela'. Há paixões flutuando e, rá. Ri do livro, 'Travessuras da menina má'. Who tha hell?
Por mim, largaria a faculdade pelo amor à arte, à escrita, à poesia. Para escrever e só, já que o meu forte [e único] é o apego as emoções, sentimentos, momentozinhos quaisquer.
Pretty woman, yeah yeah yeah; Pretty Woman, look my way; Pretty woman, say you'll stay with meeeee.
Oh, Roy Orbison.
e
'o que importa,é que já não me importa, o que importa, é que ninguém bateu em minha porta, é que ninguém morreu, ninguém morreu por mim.'
E isso e pronto e acabou. Novamente, há cartas e cartas por aqui. Mas não seriam correspondências, anyway, no sentido real da palavra. Eu tenho ciúmes [eu tenho crises absurdas por ciúmes], eu sou assaz insegura. Claro, há o mínimo interesse por alguma mulher [hum, inocente?], alguma vontade, um olhar. No meio em que ele está agora, qualquer uma é melhor do que a pobre mocinha do interior que não sabe conversar nem como funciona uma série de coisas. Há uma facilidade no depois, para ele, que não viria mais e esperaria. Para mim, não. Que, como disse o rapaz, destruo certas coisas por outras. Sorry, anyway.
Deixaram-me um livro na portaria do prédio com a seguinte frase na segunda folha: 'Para ela'. Há paixões flutuando e, rá. Ri do livro, 'Travessuras da menina má'. Who tha hell?
Por mim, largaria a faculdade pelo amor à arte, à escrita, à poesia. Para escrever e só, já que o meu forte [e único] é o apego as emoções, sentimentos, momentozinhos quaisquer.
Pretty woman, yeah yeah yeah; Pretty Woman, look my way; Pretty woman, say you'll stay with meeeee.
Oh, Roy Orbison.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
I'm in for the fall? Han?
Havia o Cinema Independente ontem, na ECA, como uma das programações para a Semana dos Bixos. Ah, claro que eu acreditei em tudo e ainda pedi para a Dani e a Jé pararem de xingar a tal da Val de 'puta'. Quando vi todo mundo em uma espécie de empurra-empurra e gritando 'bixo paga breja', além das pessoas em cima da mesa do auditório, que eu me dei conta da armação. Cantando também, fui rindo até não poder mais para o meio do pessoal e descobri que aqueles quatro da palestra eram formados em audiovisual e em artes cênicas.
É, a USP forma pessoas criativas elevado ao milhão; pelo menos.
Then, vi se conseguia pegar o máximo de optativas possível, ocupar-me. Cheguei a cambalear em relação a essa decisão minha ao chegar em casa ontem, dobrando as pernas com um cansaço absurdo. Não, as aulas serão à noite, tenho tempo para dormir, tenho tempo nos finais de semana. Bleh, perder FFLCH com as Sociais e movimentação política, no way.
Hum, bandejão, descobrir a biblioteca do Instituto de Psicologia e deparar-me com o Roberto Freire do Raphael e da mocinha dele.
Churrasco dos Bixos na prainha. E, tá, 'vou entrar no CALC, tá aberto, porra'. Oi Luiz, oi Guilherme. Ao contrário do que o Rafa dizia, eles não são chatos ou foram menos simpáticos por eu fazer Publicidade. De lá, fui entregar-me à Aline, mocinha de Biblioteconomia que está no segundo ano e tem todo um histórico de lutas em razão das complicações geradas há uns dois anos no cursinho da Poli. Falamos, muito. Inclusive, meu desabafo por culpa do DCE atual, da UNE+UJS+Kizomba [é, kizomba, por que não?].
Latter, achando que não rolava nada além das conversas, sentei-me para uma partida de buraco. Nem tanto, Aline veio chamar-nos [eu e um bixo, o Alê] para a reforma do canil. Fomos, de bom grado, [ando abandonando as cartas].
Havia uma quantidade muito grande de entulho, pedras, terra, sujeira ao fundo do canil; e uma pequena quantidade de pessoas trabalhando. Paulinho é da minha altura, com cabelos até os ombros, ao estilo feminino chanel, pretos. Há uma barba que cobre o maxilar. E ele fala, sempre todo animado, sempre com vontade, movendo-se muito, olhando nos olhos fixamente. Deu-me uma sensação de segurança; no meio de todas as pessoas, ele era como o líder ou o que segura as pontas. Sorri e comecei a ajudar. Mesmo com a chuva.
Vi mais do Paulinho quando um pessoal da Sociais foi até lá, pelo CA deles, da gestão Calabar. Paulinho falou sobre a reforma que o Milanesi aprovou na ECA sem consultar o CALC, Atlética, Canil; pedindo um projeto da FAU [é, com um professor e três alunos abrange-se a FAU toda]; falou sobre Universidade Shopping, falou sobre a necessidade de fortalecimento do Movimento Estudantil em rumo a seriedade na ECA. Todas as pessoas ficavam sorrindo, sentindo-se bem. Acho que era o tom da voz.
Pedras, novamente; até que uma tal de Patrícia parasse todo mundo e analisasse tudo aquilo melhor. Manualmente, o monte de entulho não some. Nivelar, passar algo; seguindo os conselhos de um homem da USP Recicla que ajudava o CALC por lá.
No meio de tudo isso, Tom. Tom é alto, cabelos enrolados curtos, olhos vivos, e é daquele tipo de pessoa que te abraça no primeiro momento que te vê; como quando nos apresentamos a ele, dizendo boas vindas a mim e ao Alê. Rendi-me a uma conversa sobre a situação do Oficina com o muro do Silvio Santos. 'Agora há um muro de aço com concreto armado'. Tudo isso que o Silvio Santos faz é contra a lei, já que há uma limiar que proíbe qualquer construção a menos de um metro e meio do teatro. Aquilo é tombado, é história, é uma das contruções que eu mais gosto em São Paulo.
Com os sentimentos anarquistas de Tom, há uma idéia de pichar o muro depois da apresentação, no domingo. Tudo, claro, com o apoio do José Celso e do Uzina Uzona.
Muito o que falar sobre as pessoas, ainda, e sobre a revolta que fez com que Tom tirasse a roupa.
Ah, ECA. Oras, agora, fico contente, que no meu blog não há espaço para as minhas aflições internas.
Fico contente mesmo?
É, a USP forma pessoas criativas elevado ao milhão; pelo menos.
Then, vi se conseguia pegar o máximo de optativas possível, ocupar-me. Cheguei a cambalear em relação a essa decisão minha ao chegar em casa ontem, dobrando as pernas com um cansaço absurdo. Não, as aulas serão à noite, tenho tempo para dormir, tenho tempo nos finais de semana. Bleh, perder FFLCH com as Sociais e movimentação política, no way.
Hum, bandejão, descobrir a biblioteca do Instituto de Psicologia e deparar-me com o Roberto Freire do Raphael e da mocinha dele.
Churrasco dos Bixos na prainha. E, tá, 'vou entrar no CALC, tá aberto, porra'. Oi Luiz, oi Guilherme. Ao contrário do que o Rafa dizia, eles não são chatos ou foram menos simpáticos por eu fazer Publicidade. De lá, fui entregar-me à Aline, mocinha de Biblioteconomia que está no segundo ano e tem todo um histórico de lutas em razão das complicações geradas há uns dois anos no cursinho da Poli. Falamos, muito. Inclusive, meu desabafo por culpa do DCE atual, da UNE+UJS+Kizomba [é, kizomba, por que não?].
Latter, achando que não rolava nada além das conversas, sentei-me para uma partida de buraco. Nem tanto, Aline veio chamar-nos [eu e um bixo, o Alê] para a reforma do canil. Fomos, de bom grado, [ando abandonando as cartas].
Havia uma quantidade muito grande de entulho, pedras, terra, sujeira ao fundo do canil; e uma pequena quantidade de pessoas trabalhando. Paulinho é da minha altura, com cabelos até os ombros, ao estilo feminino chanel, pretos. Há uma barba que cobre o maxilar. E ele fala, sempre todo animado, sempre com vontade, movendo-se muito, olhando nos olhos fixamente. Deu-me uma sensação de segurança; no meio de todas as pessoas, ele era como o líder ou o que segura as pontas. Sorri e comecei a ajudar. Mesmo com a chuva.
Vi mais do Paulinho quando um pessoal da Sociais foi até lá, pelo CA deles, da gestão Calabar. Paulinho falou sobre a reforma que o Milanesi aprovou na ECA sem consultar o CALC, Atlética, Canil; pedindo um projeto da FAU [é, com um professor e três alunos abrange-se a FAU toda]; falou sobre Universidade Shopping, falou sobre a necessidade de fortalecimento do Movimento Estudantil em rumo a seriedade na ECA. Todas as pessoas ficavam sorrindo, sentindo-se bem. Acho que era o tom da voz.
Pedras, novamente; até que uma tal de Patrícia parasse todo mundo e analisasse tudo aquilo melhor. Manualmente, o monte de entulho não some. Nivelar, passar algo; seguindo os conselhos de um homem da USP Recicla que ajudava o CALC por lá.
No meio de tudo isso, Tom. Tom é alto, cabelos enrolados curtos, olhos vivos, e é daquele tipo de pessoa que te abraça no primeiro momento que te vê; como quando nos apresentamos a ele, dizendo boas vindas a mim e ao Alê. Rendi-me a uma conversa sobre a situação do Oficina com o muro do Silvio Santos. 'Agora há um muro de aço com concreto armado'. Tudo isso que o Silvio Santos faz é contra a lei, já que há uma limiar que proíbe qualquer construção a menos de um metro e meio do teatro. Aquilo é tombado, é história, é uma das contruções que eu mais gosto em São Paulo.
Com os sentimentos anarquistas de Tom, há uma idéia de pichar o muro depois da apresentação, no domingo. Tudo, claro, com o apoio do José Celso e do Uzina Uzona.
Muito o que falar sobre as pessoas, ainda, e sobre a revolta que fez com que Tom tirasse a roupa.
Ah, ECA. Oras, agora, fico contente, que no meu blog não há espaço para as minhas aflições internas.
Fico contente mesmo?
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